Bovespa se mantém em campo positivo

Às 12h39, o Ibovespa subia 0,44%, aos 61.281 pontos, após atingir mínima de 60.772 e a máxima de 61.420 pontos

Luciana Collet, da Agência Estado ,

27 de junho de 2011 | 12h51

A Bovespa apresentou volatilidade no início do pregão desta segunda-feira, chegando a perder os 61 mil pontos para depois se firmar no campo positivo, acompanhando o movimento de recuperação das bolsas internacionais. Petrobrás, bancos e construtoras sobem, enquanto Embraer e Vale recuam.

Às 12h39, o Ibovespa subia 0,44%, aos 61.281 pontos, após de alcançar mínima de 60.772 (-0,40%) e a máxima de 61.420 pontos (+0,66%). O giro financeiro somava R$ 1,73 bilhão, com previsão de atingir R$ 4,76 bilhões no fechamento. Em Wall Street, o Dow Jones avançava 0,72% e o S&P ganhava 0,66%.

Entre as maiores altas do índice, destaque para papéis mais ligados ao mercado doméstico, como de empresas varejistas e construtoras. Lojas Renner (+2,26%); Lojas Americanas (+2,02%); Cyrela (+2,22%) e MRV (+2,18%).

Segundo o gerente da mesa de investimentos pessoa física da Fator Corretora, Alfredo Sequeira, os papéis se beneficiam da divulgação de números de inflação que mostraram desaceleração; projeção de inflação para 2011 ligeiramente mais baixa que uma semana antes e melhoria do indicador de confiança do consumidor em junho. "O cenário externo não tem influenciado o consumidor brasileiro", disse.

Os negócios com Lojas Renner também são estimulados pelo anúncio de que a companhia pagará juros sobre o capital próprio de R$ 0,1544 por ação, somando montante bruto total de R$ 18,919 milhões, aos detentores de papéis da companhia na data de hoje, dia 27.

Entre as incorporadoras, também sobem Brookfield (+1,48%); Gafisa (+0,54%); PDG ( +1,25%) e Rossi (+1,89%). Enquanto entre as empresas ligadas ao consumo interno, Ambev avança 1,48%; Hypermarcas (+1,11%); Natura (+0,85%) e Pão de Açúcar (+0,14%).

Braskem liderava as altas, com ganhos de 3,37%, recuperando-se da queda que registrou na sexta-feira, diante do recuo do petróleo nos mercados internacionais.

As ações da Petrobrás também subiam pelo mesmo motivo, com as PN em alta de 0,87%, enquanto as ON avançavam 1,19%. Há pouco, os contratos de petróleo cedia 0,71% na Nymex eletrônica, para US$ 90,52. OGX, que foi menos penalizada do pregão de sexta-feira, caía 0,28%.

Já a blue chip Vale PNA cede 0,63% e a ON baixa 1%, entre as principais baixas do Ibovespa, lista na qual também aparece Bradespar, importante acionista da mineradora, com recuo de 1,03%. MMX cede 0,73% e também aparece no ranking. Acompanhando a queda dos preços do minério de ferro no mercado à vista (spot), que caíram para cerca de US$ 177 a tonelada nesta segunda-feira, acumulando baixa de 3% na semana, à medida que a inflação e as incertezas sobre o aperto de política monetária afetou a demanda siderúrgica chinesa.

Segundo o presidente da Vale, Murilo Ferreira, a China deve voltar a acelerar seu crescimento no último trimestre deste ano. "A demanda da China deve voltar a crescer no fim do ano", disse o executivo, em breve entrevista à imprensa, durante um seminário sobre infraestrutura.

Já as siderúrgicas, que vêm registrando queda diante do cenário ruim, hoje avançam: Gerdau opera estável, Gerdau Metalúrgica sobe 0,21%; CSN ganha 0,32%; Usiminas PNA avança 0,46% e Usiminas valoriza-se 2,67%, entre as maiores altas do Ibovespa.

Embraer lidera as quedas do índice, com perdas de 1,50%, penalizada pelas incertezas relacionadas ao crescimento da economia mundial. Na lista também figuram Eletropaulo (-1,19%); Copel (-0,73%) e TAM (-0,73%).

Brazil Pharma

As ações da Brazil Pharma, que estrearam hoje na Bolsa, cedem 0,29%, cotadas aos R$ 17,20. A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da rede de farmácias saiu ao preço de R$ 17,25, pouco abaixo do centro da faixa indicativa de R$ 16,25 a R$ 19,25, conseguindo colocar não apenas o lote principal, como também o adicional e o suplementar, conforme registrado na última quarta-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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