Bovespa se mantém em queda com aumento de tensão externa

Às 15h20, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,45%, aos 62.317 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

23 de maio de 2011 | 12h39

A Bovespa tem uma segunda-feira de queda, refletindo o aumento da preocupação com a situação fiscal dos países europeus e dados mais fracos que o esperado da economia chinesa. O Ibovespa chegou a perder os 62 mil pontos, pressionado pelas empresas ligadas ao setor de commodities, como Vale, MMX, Petrobrás e OGX.

Às 15h20, o principal índice da Bolsa registrava baixa de 0,45%, aos 62.317 pontos, depois de atingir a mínima de 61.659 pontos (-1,50%). O giro era de R$ 2,7 bilhões, com projeção para alcançar R$ 4,72 bilhões no encerramento. Em Nova York, o índice Dow Jones opera em baixa de 1,03%% e o S&P 500 recuava 1,15%.

"Ao contrário dos últimos meses, quando a Bolsa vem caindo por conta do cenário interno, a queda de hoje está ligada ao cenário externo", destaca o diretor da Hera Investimentos, Nicholas Barbarisi. Segundo o profissional, muitos investidores estão trocando papéis de commodities por empresas de energia, telefonia e outros papéis voltados ao mercado interno", explica.

Na lista de maiores altas figuram ainda as ações da Sabesp, com ganhos de 1,12%. Operadores ressaltam o caráter defensivo do papel, mas lembram que a ação vem se valorizando desde a semana passada, quando a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) definiu, no âmbito do processo de revisão tarifária da estatal, que aplicará uma taxa de custo médio ponderado de capital (WACC, na sigla em inglês) real de 8,06% (descontada a inflação).

Vale e Petrobrás

As ações de empresas da área de petróleo são destaque entre as quedas do dia. Hoje o preço da commodity recua mais de 3%, cotada ao redor de US$ 96,65 o barril na Nymex eletrônica. Petrobrás PN cede 1,63% e ON baixa 1,41%, ambas entre as maiores baixas do Ibovespa.

Além do preço do petróleo, a estatal também é pressionada pela queda da produção, anunciada na última sexta-feira. A produção da companhia no Brasil caiu 1,7% em abril, ante março, para 2,003 milhões de barris por dia, ante 2,039 milhões de barris por dia no mês anterior. O recuo se deve principalmente a paradas programadas em plataformas da Bacia de Campos.

Outras empresas do setor acompanham. OGX recua 0,62% e aparece entre as principais desvalorizações do Ibovespa.

O setor de mineração também é penalizado pela queda das commodities no mercado internacional, com Vale PNA (-1,23%) e Vale ON (-0,92%).

Dólar

O dólar tem um pregão de alta nesta segunda-feira. No horário, a moeda norte-americana registrava avanço de 1,18%, aos R$ 1,634.

(Texto atualizado às 15h20)

Tudo o que sabemos sobre:
BovespaValePetrobrásações

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.