Bovespa se mantém em queda e perde os 66 mil pontos

Às 16h30, o Ibovespa registrava baixa de 1,24%, aos 65.439 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

28 de abril de 2011 | 12h42

A Bovespa opera em baixa nesta quinta-feira, refletindo mais uma vez a aversão ao risco dos investidores com a manutenção da percepção de que novas medidas macroprudenciais serão adotadas para esfriar o consumo no País. As empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, mais uma vez puxam as baixas. O movimento também é influenciado pela queda de empresas de siderurgia e construção. Redecard caminha na mão contrária e é o principal destaque entre as altas.

Às 16h30, o Ibovespa registrava baixa de 1,24%, aos 65.439 pontos, após atingir a mínima de 65.105 pontos. O giro financeiro era de R$ 6,5 bilhões, projetando R$ 9,33 bilhões para o final do pregão. Em Nova York, o Dow Jones operava com ganhos de 0,57%, enquanto o S&P subia 0,37%.

Em meio a esse ambiente de incertezas quanto à política do governo brasileiro, Redecard, que divulgou balanço ontem à noite, sobe 6,21% e lidera as principais altas do Ibovespa. Cielo sobe 6,45%, também entre as principais altas. A Redecard registrou lucro líquido consolidado de R$ 281,3 milhões no primeiro trimestre do ano, mostrando queda de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado apresentou redução de 17,7% e ficou em R$ 464,9 milhões.

Apesar do resultado ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, investidores gostaram da sinalização de que pode haver uma desaceleração na acirrada competição entre as empresas do setor. Em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados, o novo presidente da companhia, Cláudio Yamaguti, afirmou hoje que a redução das taxas cobradas pela Redecard dos estabelecimentos comerciais nas operações de crédito e débito deve continuar a tendência de desaceleração verificada no primeiro trimestre deste ano.

EBX

As empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, mais uma vez puxam as quedas do Ibovespa, com OGX capitaneando a lista, com recuo de 1,34%, seguida por LLX, com perdas de 4,66%. Portx também aparece no grupo com queda de 2,61%. Já a MMX recua 2,86%. Operadores lembram que as empresas do grupo estão pesadas desde a divulgação do relatório de reservas da OGX, abaixo do previsto pelo mercado. "São empresas pré-operacionais, por isso os números eram importantes para confirmar a expectativa dos investidores", afirma um profissional.

A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 16 milhões no primeiro trimestre de 2011, 96% abaixo do obtido no mesmo período do ano passado, no padrão contábil IFRS. Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida subiu 1%, para R$ 3,063 bilhões, enquanto a geração de caixa medida pelo Ebitda caiu 53%, para R$ 337 milhões.

O lucro líquido obtido pela siderúrgica no primeiro trimestre, de R$ 16 milhões, ficou abaixo da média das projeções de oito instituições financeiras ouvidas pela Agência Estado - Barclays Capital, BTG, Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, Morgan Stanley e Spinelli -, que era de R$ 136,9 milhões.

Natura e Santander, que também abriram seus números do primeiro trimestre, compõem a lista de principais baixas do índice, com queda de 3,13% e 3,19%, respectivamente. A fabricante de cosméticos registrou lucro líquido de R$ 150,5 milhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 6,3% ante os R$ 141,6 milhões registrados no mesmo período de 2010. A receita líquida cresceu 13%, para R$ 1,145 bilhão, ante R$ 1,014 bilhão de janeiro a março de 2010.

O Santander, por sua vez, apurou lucro líquido de R$ 2,071 bilhões entre janeiro e março, seguindo o padrão contábil internacional, o IFRS, o que representa um crescimento de 17,5% sobre o resultado de R$ 1,763 bilhão no mesmo período de 2010. Os dados se referem ao resultado contábil ajustado pelo hedge fiscal do investimento na agência de Cayman e pela unificação de classificação contábil de operações de leasing ocorrida por ocasião da integração de sistemas da Santander Leasing Arrendamento Mercantil.

(Texto atualizado às 16h34)

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