Bovespa se recupera e fecha perto da máxima, em alta de 3,62%

Bovespa se recupera e fecha perto da máxima, em alta de 3,62%

Ao contrário do pregão de segunda-feira, em que registrou fortes perdas, ações preferenciais da Petrobrás subiram mais de 5%; dólar inverteu e fechou em baixa, a R$ 2,47

Agência Estado

28 de outubro de 2014 | 10h39

Texto atualizado às 17h25

SÃO PAULO - Em linha com o movimento de recuperação observado nos negócios locais com dólar e juros futuros, que hoje devolvem parte da alta da véspera, a Bovespa operou no campo positivo nesta terça-feira, 28, na tentativa de apagar as perdas da segunda-feira, quando encerrou no menor nível desde abril deste ano sob efeito da reeleição de Dilma Rousseff (PT).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou perto da máxima, em alta de 3,63%, aos 52.330 pontos. No ano, a Bolsa acumula alta de 1,60% e, no mês de outubro, baixa de 3,30%.


Após a reação negativa ontem à reeleição da presidente Dilma Rousseff, as atenções dos investidores estão concentradas na definição de quem comandará o Ministério da Fazenda e nas medidas prometidas pela presidente Dilma para impulsionar a economia.

Em entrevista na noite de ontem, a presidente afirmou que anunciará até o fim do ano medidas para transformar e melhorar o crescimento econômico, dando início às reformas necessárias ao País já em novembro, além do combate à corrupção. Dilma evitou falar de quem ocupará o novo governo, mas nomes como o do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, apareceram como as possíveis opções para o cargo.

Após a escalada de ontem, hoje o dólar fechou em baixa de 2,14%, cotado a R$ 2,472. Na segunda-feira, a moeda norte-americana havia fechado no maior patamar desde abril de 2005, a R$ 2,52.

Em entrevista na noite de ontem, a presidente afirmou que anunciará até o fim do ano medidas para transformar e melhorar o crescimento econômico, dando início às reformas necessárias ao País já em novembro, além do combate à corrupção. Dilma evitou falar de quem ocupará o novo governo, mas nomes como o do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, apareceram como as possíveis opções para o cargo.

As ações de empresas estatais e de bancos foram os destaques positivos da sessão. Petrobrás ON fechou em alta de 4,24% e Petrobrás PN, alta de 5,18%. Segundo operadores, há expectativas sobre um possível anúncio, em breve, de reajuste dos preços dos combustíveis. Fonte do governo ouvida pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, afirma que a medida viria para "acalmar" o mercado financeiro. O Palácio do Planalto ainda não bateu o martelo sobre o "timing" do aumento de preço, mas o tema estará na pauta da reunião do Conselho de Administração da companhia, na sexta-feira.

Eletrobras ON e Eletrobras PNB registraram avanço de 5,59% e 7,26%, respectivamente. No setor financeiro, Banco do Brasil subiu 7,17%, seguido por Bradesco PN, com alta de 6,77% e Itaú Unibanco, alta de 5,94%.

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