Bovespa segue bolsas internacionais e abre em alta

Às 11h04 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,16%, para 67.011 pontos

Márcio Rodrigues, da Agência Estado ,

28 de fevereiro de 2011 | 11h07

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, seguindo o movimento de boa parte das bolsas globais. A bolsa brasileira também repercute o resultado acima do esperado da Petrobrás e a notícia de que a Vale vendeu seus ativos de alumínio. A volatilidade, porém, não deve abandonar os mercados de ações neste início de semana, que tem agenda cheia no Brasil e no exterior. Ao mesmo tempo, a crise na Líbia continua. Às 11h04 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,16%, para 67.011 pontos.

Nos principais mercados de ações, as bolsas registram ganhos, com a Europa se recuperando de uma abertura levemente em baixa. Para Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW, o Ibovespa começa o dia acompanhando as bolsas internacionais. "A notícia de que a Arábia Saudita aumentará sua produção de petróleo para compensar a queda na Líbia deu um fôlego para os mercados de risco e ajudou as bolsas", analisa. Segundo ele, caso não ocorra nenhum fato novo, "o petróleo deve se manter comportado, por enquanto".

No campo corporativo, a alta do petróleo nos últimos dias vinha ajudando os papéis da Petrobrás, mas hoje os investidores têm os resultados da empresa para repercutir. Depois do fechamento do mercado, na sexta-feira, a Petrobrás anunciou um lucro líquido de R$ 10,602 bilhões no quarto trimestre de 2010, uma expansão de 38,38% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 7,661 bilhões). No acumulado de 2010, o lucro líquido da Petrobrás totalizou R$ 35,189 bilhões, com elevação de 17% ante o ano anterior (R$ 30,051 bilhões). De acordo com a empresa, é o maior resultado anual da história da companhia. Os números vieram acima da expectativa dos analistas.

Hoje, a Vale anunciou a conclusão da venda de ativos de alumínio para a norueguesa Norsk Hydro. A negociação envolve as participações detidas anteriormente na Albras (51% do capital total), Alunorte (57%) e Companhia de Alumina do Pará (CAP, 61%), em conjunto com uma dívida líquida de US$ 655 milhões, e subscrição de 22% das ações ordinárias em circulação da Hydro, mais US$ 503 milhões em dinheiro. "O fato foi apenas concretizado, mas já era conhecido. A repercussão sobre os papéis deve ser pontual", projeta Galdi.

No Brasil, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, vão anunciar o detalhamento do corte de R$ 50 bilhões nos gastos do Orçamento Geral da União em 2011, às 12h30 (horário de Brasília). O detalhamento antecede o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã e na quarta-feira, que deve culminar com ajuste da taxa básica de juros (Selic). As projeções do mercado contidas na pesquisa Focus, divulgada hoje, indicam um alta de 0,5 ponto porcentual na Selic, para 11,75% ao ano.

Mais cedo, a TAM anunciou um lucro líquido de R$ 150,6 milhões no quarto trimestre de 2010, o que representa alta de 7,9% ante os R$ 139,6 milhões do mesmo período de 2009, seguindo o padrão de contabilidade internacional (IFRS). No acumulado de 2010, o lucro líquido somou R$ 637,4 milhões, uma queda de 48,9% ante o resultado de R$ 1,246 bilhão de 2009. Hoje saem ainda os resultados de Multiplan e M. Dias Branco. "Além dos indicadores econômicos, a semana está cheia de resultados, o que resultará em influências pontuais sobre os papéis", avalia um operador.

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