Bovespa segue em queda a tarde

Às 15h40, o Ibovespa registrava queda de 1,49% aos 58.086 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

20 de maio de 2010 | 11h57

A Bovespa opera em queda desde o início do pregão desta quinta-feira. O clima negativo ainda é causado pelo cenário externo. O nervosismo desta vez foi acentuado pelo temor de que outros países europeus adotem medidas de proibição de vendas a descoberto, a exemplo do que fez a Alemanha. O aumento do número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado não ajudou a minimizar o ambiente ruim.

Às 15h40, o Ibovespa registrava queda de 1,49% aos 58.086 pontos. Na mínima alcançou 58.597 pontos. No mesmo horário, o Dow Jones caía 1,98% e o S&P 500 registrava queda de 2,08%.

"A volatilidade deve predominar mais uma vez na Bovespa, com direção parecida com a registrada ontem, já que não há nenhum fato novo que possa dar um alívio, mesmo que momentâneo, para o mercado", avalia o chefe de análise da Modal Asset, Eduardo Marques Roche.

Apenas Souza Cruz encontrava fôlego para manter-se no campo positivo durante a manhã. O profissional da Modal Asset lembra o caráter defensivo do papel, que por estar voltado ao mercado interno, acaba "blindado". Além disso, a empresa é boa pagadora de dividendos, o que agrada investidores. 

Blue Chips

Petrobrás PN cedia 2,28% e ON, 1,55%, em dia de recuo no preço do petróleo na Nymex eletrônica. Há pouco, o preço do insumo caía mais de 3% para a casa dos US$ 67,00 o barril. Operadores destacam ainda que a questão da capitalização também pesa sobre o papel.

Ontem o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou que o projeto que trata da capitalização da estatal será votado no Senado no dia 9 de junho. Em Nova York, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou a dizer que o plano de capitalização será mantido com ou sem a aprovação no Senado da cessão onerosa. O executivo disse ainda que a estatal deverá se concentrar em otimizar os investimentos no mercado externo no lugar de fazer novos aportes. "Eu diria que agora vamos congelar nossa expansão e otimizar o que já temos internacionalmente", afirmou. Gabrielli evitou dizer se essa decisão tem relação com as incertezas no mercado externo, especialmente na Europa.

Vale PNA recua 2,49% e ON registra perdas de 2%, apesar da notícia de que mineradora brasileira e a anglo-australiana Rio Tinto conseguiram fechar com as siderúrgicas japonesas um reajuste de preço para o período abril-junho em cerca de US$ 110 por tonelada para o pó de minério de ferro brasileiro e cerca de US$ 120 por tonelada para o da Austrália.

 

Operadores lembram que o rebaixamento da recomendação para as ações das empresas britânicas do setor de mineração pelo Bank of America Merrill Lynch acaba respingando sobre a mineradora brasileira. O banco cita expectativas de que a tentativa da China de esfriar o setor de construção prejudiquem a demanda por metais. Segundo o BofA Merrill Lynch, essa preocupação foi exacerbada pela crise europeia. O banco cita ainda o imposto recentemente proposto pela Austrália sobre o lucro das mineradoras.

Fibria

Fibria recuava 2,28% no dia em que suas ações começaram a ser negociadas no Novo Mercado, segmento de listagem que exige a prática de elevados padrões em governança corporativa na BM&FBovespa.

Hoje o diretor-presidente da empresa, que esteve na Bovespa para formalizar a entrada da empresa no segmento, disse que a companhia deverá quitar na próxima semana o montante de US$ 511 milhões restante referente à renegociação das dívidas contraídas pela Aracruz com derivativos. A data para a conclusão da operação, no entanto, poderá ser estendida até o final do primeiro semestre.

TAM

Em dia de encontro com analistas, as ações da TAM recuam 3,76%. Hoje o presidente da empresa, Líbano Barroso, garantiu que o governo deve divulgar até o fim deste mês um estudo que propõe soluções para os gargalos de infraestrutura aeroportuária. "O poder público está sensível ao tema e vem atuando com empresas do setor para encontrar alternativas."

MMX e LLX

MMX liderava a lista de maiores quedas do Ibovespa, com recuo de 3,22%. LLX também aparecia na lista, com desvalorização de 1,84%. Operadores lembram que esses papéis são extremamente voláteis e que por serem de empresas pré-operacionais sofrem mais em ambientes de incerteza. Outra do grupo, a OGX apresentava desvalorização de 2,6%.  (Texto atualizado às 15h40)

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