SERGIO CASTRO|ESTADÃO
SERGIO CASTRO|ESTADÃO

Dólar passa a cair apesar de atuação do BC

Investidores mantêm o cenário político no radar; Bolsa devolve parte dos ganhos acumulados nos últimos pregões e opera em queda

O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2016 | 11h27
Atualizado 14 de abril de 2016 | 16h00

SÃO PAULO - A Bovespa não sustentou a alta vista logo no início do pregão e passou a cair nesta quinta-feira, 14, em sintonia com o movimento das bolsas no exterior. O dólar abriu em alta, em reação à pesada ofensiva do Banco Central no câmbio, por meio de leilões, para tentar segurar a desvalorização da moeda. Depois, no meio da tarde, mudou de sinal e passou a cair, o que fez o BC voltar a atuar no mercado. Pela manhã, a autoridade monetária já havia vendido 80 mil contratos de swap reverso, o que contribuiu para sustentar a cotação em alta até o meio da tarde.

A mudança na cotação do dólar coincidiu com a informação de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) convocaram uma sessão extraordinária às 17h30 para analisar os mandados de segurança sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há expectativa de que o Supremo não acate o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para anular o processo. Às 15h50 (horário de Brasília), o dólar recuava 0,43%, cotado a R$ 3,47, enquanto a Bovespa tinha perda de 1,5%, aos 52.348 pontos.

A Bovespa chegou a subir 1,03% pela manhã, mas perdeu fôlego e sucumbiu a uma realização dos lucros recentes, obtidos com a precificação do impeachment. Ações de maior peso no Ibovespa, que haviam subido expressivamente, hoje contribuem para derrubar o índice, que permanece acima dos 52 mil pontos. No horário acima, o Ibovespa recuava 1,44%, aos 52.382,07 pontos. Vale ON e PNA caíam 7,46% e 7,91%, respectivamente.

Os investidores também seguem atentos ao andamento do processo de impedimento de Dilma. Atualização do levantamento realizado pelo Grupo Estado mostra que o número de votos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff subiu para 337 e os votos contra estão em 127. Neste momento, há ainda 21 indecisos e 28 não responderam. (Com informações de Marcelle Gutierrez, Paula Dias, Luciana Antonello Xavier e Silvana Rocha)

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