Bovespa segue exterior e cai, mas Petrobrás minimiza perdas

Noticiário geopolítico pressionou as bolsas pelo mundo, mas as ações da estatal brasileira, em alta pelo sétimo pregão seguido, diminuíram a queda

O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 17h54

A Bovespa teve um pregão volátil e predominantemente no negativo, em meio ao clima de aversão ao risco que tomou conta do mundo por conta dos preocupações com Rússia e a Ucrânia. À tarde, a invasão de Israel por terra à Faixa de Gaza adicionou um ingrediente a este movimento de venda de ações, mas, na Bolsa brasileira, Petrobrás teve sua sétima sessão seguida de ganhos e suavizou as perdas do principal índice à vista. 

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,14%, aos 55.637,51 pontos. Na mínima, registrou 55.237 pontos (-0,86%) e, na máxima, 56.190 pontos (+0,85%). No mês, acumula ganhos de 4,64% e, no ano, de 8,02%. O giro financeiro totalizou R$ 7,140 bilhões. 

Os mercados já amanheceram estremecidos após as sanções impostas à Rússia por EUA e países europeus. Na hora do almoço, esse clima negativo foi reforçado pela notícia de que um avião da Malaysia Airlines foi derrubado perto da fronteira entre Rússia e Ucrânia, o que levou as bolsas para as mínimas. No final da tarde, por fim, Israel deu início a uma invasão por terra à Faixa de Gaza. Com isso, as bolsas norte-americanas fecharam em baixa: o Dow Jones caiu 0,94%, aos 16.976,81 pontos, S&P recuou 1,18%, aos 1.958,12 pontos, e Nasdaq perdeu 1,41%, aos 4.363,45 pontos. 

A Bovespa, no entanto, não teve uma trajetória uniforme de perdas. No começo da tarde, as ações da Petrobrás mudaram de sinal depois que foi veiculado, em um blog, uma pesquisa de intenção de votos mostrando uma piora de Dilma Rousseff. Isso levou a uma corrida pelos papéis, sobretudo das estatais. O mercado depois recebeu a informação de que os dados eram velhos e o movimento de compras se dissipou, mas não se extinguiu. A expectativa está em cima do Datafolha, previsto para a noite de hoje. 

Um operador comentou que quando Petrobrás saiu do terreno de baixa para o de alta, acabou levando muitos investidores a um movimento de stop loss, já que eles estavam vendidos e isso ajudou a sustentar os ganhos dessas ações.  

Petrobrás fechou em alta, pelo sétimo pregão consecutivo, de 1,85% na ON (segundo maior ganho do índice) e 1,29% na PN. Nesse intervalo, acumulou +12,85% e +13,19%, respectivamente.  

Vale e siderúrgicas recuaram: CSN ON caiu 6,64%, a maior queda do Ibovespa, seguida por Oi PN (-6,25%) e Usiminas PNA (-4,67%). Gerdau PN, -3,13%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,22%, Vale ON, -1,38%, e Vale PNA, -1,26%. 

No setor financeiro, BB ON subiu 0,55%, Itaú Unibanco PN, 0,15%, e Santander unit, 0,46%. Bradesco PN recuou 0,45%.

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