Bovespa segue exterior e cai, também pressionada por OGX

Ibovespa fecha com perda de 0,64%, aos 55.447 pontos; OGX, de Eike Batista, recua 6,25%

Claudia Violante, da Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 18h02

A Bovespa operou com muita volatilidade nesta quinta-feira, 09. Mas, se pela manhã ainda existiam dúvidas sobre qual seria o sinal de fechamento, à tarde esse comportamento se transformou na certeza de queda. A inversão para baixo das bolsas norte-americanas pressionou o índice doméstico, que já vinha recuando com a pressão sobretudo de OGX. O Ibovespa, no entanto, conseguiu se afastar das mínimas da sessão, melhorou no fim e sustentou o patamar de 55 mil pontos.

O principal índice à vista da Bolsa fechou com perda de 0,64%, aos 55.447,56 pontos. Na mínima, registrou 54.905 pontos (-1,61%) e, na máxima, 56.072 pontos (+0,48%). No mês, acumula perda de 0,83% e, no ano, -9,03%. O giro financeiro totalizou R$ 6,725 bilhões.

OGX teve mais um dia de intenso vaivém, ainda com a pressão pelo aumento do porcentual de papéis para aluguel, de 30% para 45% do free float, e também em razão da perspectiva negativa para o balanço que sai na noite desta quinta-feira. O papel recuou 6,25%, a segunda maior baixa do índice.

Segundo profissionais das mesas de renda variável, o mercado doméstico engatou uma realização de lucros em função da piora externa. "Mas Wall Street vem operando nas máximas: há gordura para queimar", lembrou um operador ao justificar a queda de Nova York. Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora, acrescentou que há uma resistência forte nos 56 mil pontos, sobretudo no futuro, e isso acaba penalizando o índice à vista.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,15%, aos 15.082,62 pontos, o S&P recuou 0,37%, aos 1.626,67 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,12%, aos 3.409,17 pontos. Saiu nos EUA que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 4 mil, para 323 mil na semana até 4 de maio, após ajustes sazonais, ante previsão de 335 mil solicitações.

Antes, a China havia informado que a inflação no país ficou em 2,4% na comparação anual, de 2,1% em março. O número superou a previsão de 2,2% e afasta a possibilidade de estímulos monetários pelo governo do país. O indicador puxou as bolsas europeias, na maioria, para baixo, assim como as commodities como metais.

Por essa razão, Vale acabou trabalhando boa parte do dia em baixa, mas se recuperou nos ajustes e subiu 0,54% na ON e 0,09% na PNA. Petrobrás também melhorou nos minutos finais: a ON avançou 0,21% nos ajustes e a PN caiu 0,25%.

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