Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Bovespa segue exterior e fecha em alta de 1%

Mercados reagiram em alta depois do discurso da presidente do Banco Central dos EUA, Janet Yellen, que reforçou a cautela no movimento de alta dos juros

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2015 | 18h01

A Bovespa fechou em alta nesta terça-feira, ajudada pelos ganhos das bolsas no exterior depois que a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, reafirmou a política acomodatícia nos EUA e o Eurogrupo aprovou a extensão da dívida da Grécia. No fim do dia, o Ibovespa subiu 1,16%, aos 51.874,17 pontos. 

O discurso de Yellen no Congresso, no início da tarde, levou as bolsas de Nova York e da Europa a acentuarem os ganhos, movimento que foi seguido de perto pelo mercado acionário no Brasil. 

Durante seu depoimento, Yellen frustrou as expectativas dos que esperavam um discurso mais favorável à alta dos juros. A dirigente explicou que a palavra "paciente", que vem sendo utilizada pela instituição, significa manutenção de juros pelos próximos encontros. Antes do aperto, entretanto, Yellen ressaltou em seu depoimento que o banco central deve retirar a expressão do comunicado. Segundo Yellen, a política monetária altamente acomodatícia permanece apropriada, por enquanto.

A próxima reunião de política monetária do Fed ocorre em 17 e 18 de março e dirigentes estão preocupados que, quando remover a referência "paciente" de sua declaração de política monetária, os investidores possam acreditar que aumentos da taxa são iminentes.

O apetite por risco na Europa também foi alimentado pela notícia de que o Eurogrupo aprovou uma extensão por quatro meses do programa de ajuda financeira à Grécia, depois que o país apresentou uma primeira lista de reformas a serem implementadas nos próximos meses. As reformas foram colocadas como condição para a prorrogação do socorro de 240 bilhões de euros à Grécia. O acordo ainda precisará ser aprovado pelos parlamentos de alguns países da zona do euro, como Alemanha e Finlândia, mas a expectativa é que não haja entraves.

Em meio ao sentimento positivo na Bolsa, os investidores apenas monitoraram indicadores econômicos domésticos, que mostraram resultados ruins. O IPCA-15 subiu 1,33% em fevereiro, marcando o nível mais alto desde fevereiro de 2013 (+2,19%). Em janeiro o índice teve alta de 0,89%. O resultado ficou acima da mediana das estimativas, de aumento de 1,30%, e dentro do intervalo previsto, com taxa entre 1,21% e 1,38%.

As transações correntes do Brasil contabilizaram um déficit de US$ 10,654 bilhões em janeiro, resultado próximo da mediana das estimativas de déficit de US$ 10,9 bilhões. Já o Investimento Estrangeiro Direto (IED) somou US$ 3,968 bilhões no primeiro do ano, superando a mediana das projeções de US$ 3,450 bilhões. 

No setor corporativo, as ações da Petrobrás fecharam em alta, com as ON subindo 3,84% e as PN avançando 3,90%. Segundo fonte, a estatal está proibida de participar da 13ª Rodada de Licitações da ANP porque ainda não divulgou seu balanço financeiro de 2014 auditado por empresa independente. 

No setor de mineração, a Vale ON fechou com alta de 1,94% e Vale PNA subiu 2,08%. Usiminas PNA, +0,52%, Usiminas ON, -1,91%. Gerdau PN, +0,50%, Metalúrgica Gerdau PN, +0,18%, CSN ON, +1,58%. 

O setor financeiro, as ações também fecharam com ganhos: Bradesco PN, +1,10%, Itaú Unibanco PN, +1,05%, e Santander Unit, +1,35%. BB ON, -0,96%.

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