Bovespa segue Nova York e encerra com alta de 1,26%

A Bolsa de Valores de São Paulo só teve uma regra a seguir hoje, após ter despencado 3,39% ontem: colar em Nova York. E assim foi, melhorando quando as bolsas norte-americanas inclinavam-se à recuperação e caindo junto com um enfraquecimento lá fora, mas também sem piorar demais. Com o fechamento em alta dos principais índices do mercado nova-iorquino de ações, o Ibovespa, da Bolsa paulista, encerrou com ganho de 1,26%, aos 43.288 pontos. O índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, subiu 0,47%. O Nasdaq, da Bolsa eletrônica, avançou 0,90%, e o S&P-500, com as 500 maiores empresas norte-americanas listadas em bolsa, registrou alta de 0,67%. A recuperação foi considerada por analistas um movimento natural do mercado, após as fortes quedas de ontem - o Dow Jones havia perdido 1,97% e o Nasdaq, 2,15%. A alta do preço do petróleo também contribuiu, pois puxou para cima os preços das petroleiras. Na Bolsa Mercantil de Nova York, a commodity fechou com valorização de 0,40%. Mais cedo, o que levou oscilação aos mercados acionários, fazendo o Dow Jones recuar abaixo de 12 mil pontos pela primeira vez desde novembro, foram novamente os problemas do mercado de crédito imobiliário a clientes de alto risco de inadimplência (conhecido como subprime). Ontem, a General Motors revelou que seu resultado do quarto trimestre do ano passado foi atingido por perdas nas operações com empréstimos do tipo subprime feitos pela unidade financeira GMAC, a qual a GM deixou de controlar em 30 de novembro, quando vendeu uma participação de 51%. Dos papéis brasileiros que mais refletiram esse movimento de vaivém na cola das bolsas norte-americanas, as ações da Vale do Rio Doce foram destaque, mesmo porque concentram atenções de estrangeiros. Vale PNA movimentou o maior volume financeiro do dia, superando a tradicional primeira colocada Petrobras PN. Vale PNA fechou em alta de 1,89%, a R$ 62,11, e Petrobras PN subiu 0,29%, a R$ 41,35. No melhor momento do dia, o Ibovespa subiu o mesmo 1,26% (porcentagem arredondada) do fechamento. Na comparação em pontos, foram apenas dois a mais, em 43.290. No pior momento, recuou 1,63%. O volume negociado totalizou R$ 3,75 bilhões.

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