Bovespa segue sem tendência definida

Às 11h53, o principal índice da Bolsa paulista registrava alta de 0,24%, aos 68.360 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

27 de setembro de 2010 | 12h01

A Bovespa opera sem direção definida nesta segunda-feira, influenciada de um lado pela queda das Bolsas norte-americanas, que abriram o dia em baixa, com a renovação das preocupações com a retomada da economia mundial diante da ausência de notícias positivas, e de outro pelo fôlego de algumas ações como Vale e companhias aéreas. O sobe e desce das ações da Petrobrás contribui para a volatilidade do Ibovespa.

 

Às 11h53, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 0,24%, aos 68.360 pontos, após alcançar a mínima de 68.011 pontos (-0,27%) e a máxima de 68.692 pontos (+0,73%). O giro financeiro era de R$ 1,92 bilhão, com previsão de R$ 7,56 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones operava em queda de 0,07%, enquanto o S&P 500 recuava 0,17%.

 

As ações da Petrobrás operam com volatilidade no dia da estreia das novas ações da estatal na Bovespa. Segundo operadores, o movimento reflete investidores reajustando suas carteiras após a megacapitalização da empresa, que movimentou R$ 120 bilhões, com o lançamento de 2,4 bilhões de papéis ON e 1,867 bilhão de PN. Há pouco, a ação PN recuava 0,15%, com giro de R$ 624,3 milhões, o maior do mercado, enquanto a ON cedia 0,17%.

 

A Petrobrás usará os recursos obtidos com a capitalização para pagar o governo pela cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal e para financiar o plano de investimentos entre 2010-2014, estimado em US$ 224 bilhões. O governo já informou que o aporte total da União na operação foi equivalente ao valor da cessão onerosa de barris de petróleo, de R$ 74,8 bilhões. Após a oferta, a participação federal no capital total da companhia aumentará dos atuais 40% para 48%, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele descartou a necessidade de a Petrobrás fazer novas capitalizações no futuro por conta dos investimentos na exploração do petróleo na camada do pré-sal.

 

Outro peso pesado na Bolsa, opera em alta. Vale PNA sobe 1,19% e ON avança 1,38%. Segundo operadores, a valorização do papel é uma continuidade do movimento visto na última sexta-feira, quando os títulos reagiram em alta ao anúncio de recompra de ações e pagamento de dividendos.

 

As siderúrgicas operam em alta com Gerdau (+1,72%), Gerdau Metalúrgica (+1,75%), ambas entre as maiores altas do Ibovespa, CSN (+0,53%), Usiminas PNA (+0,11%) e Usiminas ON (+0,99%).

 

Aéreas e construção

 

As empresas do setor aéreo operam em alta após novas notícias de fusão e aquisição no mercado internacional. Gol registra ganhos de 2,91%, liderando a lista de maiores altas do Ibovespa, seguida pela TAM, com valorização de 1,93%. A Southwest Airlines, a maior companhia aérea dos EUA em número de passageiros domésticos, anunciou planos para comprar a rival AirTran Holdings por US$ 1,4 bilhão, num movimento que poderá reanimar sua paralisada expansão internacional e intensificar a pressão sobre as empresas áreas na Costa Leste dos Estados Unidos.

 

Algumas empresas de construção também são destaque de alta. Gafisa sobe 1,93% e figura entre as maiores valorizações do Ibovespa. Fora do grupo de maiores altas também sobem Rossi (+1,10%). Operadores lembram que várias corretoras e bancos de investimentos divulgaram relatórios otimistas sobre o setor.

 

Também figuram entre as melhores desempenhos do Ibovespa Marfrig (+1,61%), Copel PNB (+1,59%) e Brasil Foods (+1,42%).

 

Net

 

Net cai 1,50%, liderando as maiores quedas do Ibovespa. Operadores avaliam que a desvalorização está ligada à oferta pública voluntária (OPA) que será feito pela sua controlada, Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), para a aquisição de até 100% das ações preferenciais da Net Serviços (à exceção das ações detidas pela Embrapar). O leilão está marcado para a próxima quarta-feira.

 

Também aparecem no grupo de maiores baixas MRV (-1,61%), Cesp (-1,42%), TIM ON (-1,05%), Telemar PNA (-1%), PDG (-0,97%), Vivo (-0,94%) e CCR (-0,79%).

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