Bovespa sobe 0,18%, de olho nas commodities

Após três pregões seguidos de recuperação, a Bolsa de Valores de São Paulo teve uma abertura morna, na esteira do comportamento das Bolsas em Nova York. O Ibovespa à vista abriu em baixa moderada, de -0,16% e logo em seguida inverteu o sinal. Às 10h17, avançava 0,18% a 36.170 pontos. O andamento dos negócios hoje vai depender não apenas de Wall Street, mas também da evolução dos preços dos petróleo e das commodities metálicas. Com a alta de ontem (0,80%), sustentada pelas ações de Petrobras e Vale do Rio Doce, a Bovespa não apenas voltou a ficar acima dos 36 mil pontos, como praticamente zerou as perdas no mês. Se dependesse só do petróleo e dos metais, a Bolsa teria motivos para continuar subindo. O petróleo se mantém em alta, depois de ter se valorizado 3,2% na véspera. As commodities metálicas também seguem apreciadas, o que está dando fôlego à alta da Bolsa em Londres. O ABN Amro, o Deutsche Bank e o Goldman, Sachs & Co aconselharam seus clientes a adquirir papéis de mineradoras, aproveitando o reduzido nível de preços, depois das perdas recentes. Em Nova York, os índices futuros trabalham perto da estabilidade, após os EUA terem revisado o crescimento do PIB do segundo trimestre para 2,6%, ante previsão de crescimento maior, de 2,9%. O núcleo do índice de preços dos gastos com consumo (PCE) foi revisado em baixa, para 2,7%, ante previsão de 2,2%. O dado anterior indicou alta de 2,8% para o índice. Aqui, o mercado ainda está avaliando o relatório de inflação divulgado pelo Banco Central. O documento corroborou as expectativas do mercado em relação ao PIB e a inflação para este ano. O BC reduziu a projeção para o crescimento do PIB em 2006 de 4% para 3,5%, mas ainda está acima das previsões do mercado, que na última pesquisa Focus previa expansão de 3,09%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.