Bovespa sobe 0,40% com alívio no front externo

O índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão em alta e subia 0,40% às 10h15, refletindo o alívio no front externo com o cessar-fogo no Líbano. O petróleo reagiu em baixa nos contratos futuros, abrindo espaço para valorização dos índices futuros da Bolsa de Nova York e alta de quase 1% nas principais bolsas européias. Apesar dessa melhora externa, os investidores não deverão assumir grandes posições até conhecer os dados de inflação nos EUA, previstos amanhã e quarta-feira. De hoje até quarta-feira, a Bovespa deve passar por uma fase de maior oscilação, não só por causa da economia americana, mas devido ao vencimento do índice Ibovespa futuro de agosto (contrato futuro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros). Na segunda-feira da próxima semana, dia 21, tem ainda o vencimento de opções sobre ações. No centro dos vencimentos de índice e opções está Petrobras, que divulgou resultado na sexta-feira à noite. A estatal teve lucro líquido de R$ 6,959 bilhões no segundo trimestre, alta de 41% sobre os R$ 4,930 bilhões apurados em igual trimestre de 2005. A queda nos preços do petróleo pode contribuir para um dia mais especulativo em torno do papel. O mercado deve ficar de olho novamente em Vale do Doce, cujas ações PNA encerraram a sexta-feira em baixa de 2,21%. Vale ON caiu 1,83%, reagindo a oferta de compra feita à mineradora canadense Inco no valor de US$ 17,8 bilhões. As ações de AmBev, Banco do Brasil e Embraer, por sua vez, também devem repercutir os balanços divulgados relativos ao segundo trimestre do ano, todos registrando lucros. A temporada de balanços está chegando ao fim. Estão previstos para hoje os resultados de Bradespar, Celesc, Cia Hering, Company, Copel, CSU CardSystem, Cyrela, Eternit, Light, Mangels, Nossa Caixa, Perdigão, Rossi Residencial, Sabesp, Saraiva e Vigor.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2006 | 10h22

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