Bovespa sobe 0,51% em dia de volume financeiro fraco

Investidores estão pouco dispostos a montarem novas posições antes do discurso de Ben Bernanke

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

28 de agosto de 2012 | 17h33

O cenário externo um pouco mais tranquilo abriu espaço para a Bovespa voltar a subir, puxada por ações do setor de construção e bancos, que reagem à expectativa de mais um corte na taxa Selic, mas com baixo volume de negócios. Petrobras e Vale fizeram pressão contrária e terminaram em queda nesta terça-feira.

O Ibovespa encerrou com ganho de 0,51%, aos 58.406,40 pontos. Com isso, a Bolsa elevou os ganhos no mês para 4,12% e, no ano, para 2,91%. Na mínima, o índice atingiu 57.976 pontos (-0,23%) e, na máxima, 58.745 pontos (+1,09%). O giro financeiro ficou abaixo dos R$ 5 bilhões (R$ 4,956 bilhões) pelo segundo dia seguido, mostrando que os investidores estão pouco dispostos a montarem novas posições antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em Jackson Hole, na sexta-feira.

Um experiente profissional observou que o mercado vai continuar na toada de operações no intraday. "O investidor não está disposto a colocar dinheiro novo nos negócios enquanto não sair nada de concreto sobre EUA, Europa e China", disse.

No curto prazo, a mercado trabalha com a expectativa de que o Fed pode anunciar uma nova rodada de afrouxamento quantitativo em Jackson Hole. Isso porque, no encontro de 2010, Bernanke sinalizou sobre o QE2. "Se não sair nada, (a Bolsa) vai dar uma afundada violenta. Se sair alguma coisa, tem alta momentânea, porque logo o investidor vai se voltar para o mercado doméstico", avaliou o gerente de mesa de renda variável da Hcommcor, Ariovaldo Santos.

Entre as empresas que compõem o Ibovespa, as construtoras subiram em sua maioria, amparadas na possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica em 0,50 ponto porcentual, para 7,5% ao ano. Para se ter uma ideia, o índice imobiliário subiu hoje 2,30%, bem acima do Ibovespa. Entre as empresas do setor, PDG e Cyrela figuraram entre os destaques de alta do índice, com ganhos de 4,65% e 3,60%, respectivamente.

No setor financeiro, que também é beneficiado pela queda do juro, Bradesco subiu 1,09% e Banco do Brasil, +2,21%. Já as units do Santander registraram queda de 1,61% e a ação PN do Itaú Unibanco ficou estável.

Entre as blue chips, Petrobras ON caiu 0,45% e PN, -0,14%. Já Vale PN perdeu 0,24% e PNA, -0,03%.

Nos EUA, os indicadores divulgados hoje deram sinais opostos sobre a economia norte-americana, o que acabou gerando volatilidade nas bolsas.

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,17%, o S&P 500 recuou 0,08% e o Nasdaq subiu 0,13%.

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