Bovespa sobe 0,79% e bate recorde pelo 2º dia seguido

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em nível recorde de pontos pelo segundo dia consecutivo, puxada por suas principais ações, Petrobras e Vale do Rio Doce. O Ibovespa, principal índice, subia 0,79% no fechamento, para 46.452,3 pontos. Ainda outro recorde foi batido hoje, o de máxima pontuação histórica: pela manhã, o Ibovespa chegou a subir 1,44%, para 46.752 pontos. As ações PN da Petrobras registraram forte ganho, de 1,69%, puxando o Ibovespa para cima. Os papéis PNA da Vale também colaboraram para o recorde da Bolsa hoje, ao avançaram 1,01%, estimulados pela valorização de commodities metálicas. A Petrobras subiu em linha com o petróleo, que se valorizou após a divulgação dos relatórios de estoques da commodity nos EUA. Os dados mostraram queda dos estoques de destilados e gasolina maior do que o recuo esperado pelos analistas, o que impulsionou os preços dos contratos de gasolina e, conseqüentemente, de petróleo. O contrato do óleo para entrega em abril negociado em Nova York teve acréscimo de 1,46%. Os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo combustível para calefação, recuaram 5 milhões de barris na semana passada, quando a estimativa era de queda de 2,8 milhões. Os estoques de gasolina cederam 3,1 milhões de barris na semana passada, ante previsão de aumento de 100 mil barris. O leque de motivos principais para a tendência de alta da Bovespa é conhecido: perspectivas de crescimento econômico aqui, ainda que este possa não ser do quilate almejado pelo governo; bons fundamentos econômicos do País; economia norte-americana mais tranqüila, com inflação contida e perspectiva de manutenção dos juros no curto prazo; forte liquidez internacional; maior rentabilidade das empresas; e fluxo de capital estrangeiro, que já está positivo em fevereiro em R$ 1,067 bilhão e pode zerar, até o fim do mês, a saída líquida acumulada no ano, de R$ 196,965 milhões.

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