Bovespa sobe 0,85% e tenta voltar à normalidade

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inicia o dia em alta de 0,85%, com o Índice Bovespa em 39.604 pontos. Depois do severo ajuste dos últimos dias em que se desvalorizou quase 6,5% desde a última quarta-feira, a Bovespa volta a normalidade, com os dados os dados benignos divulgados nos EUA esta manhã, amenizando o receio com uma alta mais prolongada de juro. O Ibovespa futuro que abriu positivo ampliou o ganho para 1,56% imediatamente após o resultado do índice de preços ao produtor (PPI) de abril, que subiu 0,9% ante previsão de 0,8%, mas o núcleo veio abaixo do esperado. Ficou em 0,1% ante estimativa de 0,2%. Além da inflação sob controle, o número de obras iniciadas em abril caiu 7,4%, a maior baixa desde março de 2005, contrariando a mediana das previsões que apontava retração pequena, de 0,5%. O dado revela desaceleração do mercado imobiliário nos EUA. Em Wall Street, os índices futuros de ações também ampliaram os ganhos ao mesmo tempo em que o rendimento do note de 10 anos aprofundou a queda para 5,12%, reagindo aos indicadores que foram divulgados. Há pouco, o Nasdaq futuro subia 0,20% e o S&P 500 avançava 0,12%. A agenda nos EUA reserva ainda outro dado importante. Às 10h15, o Federal Reserve divulga a produção industrial de abril, cuja mediana aponta para um crescimento de 0,5%. Além disso, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fará discurso hoje a noite nos EUA sobre fundos de hedge e risco sistêmico, durante a conferência do Fed de Atlanta sobre mercados financeiros, em Sea Island (Geórgia). Na Europa, as bolsas estão reforçando os ganhos com a redução, pelo menos por hoje, dos temores com o juro e a inflação nos EUA. A Bovespa, que ontem fechou em baixa de 2,34%, em 39.271 pontos, acumulando no mês perda de 2,70%, voltou a ficar num nível altamente atraente para compras. Resta ver como será o comportamento dos investidores estrangeiros nesta terça-feira. Mas o mercado deve aguardar o dado sobre inflação ao consumidor (CPI) que sai amanhã nos EUA. Até a semana passada, a Bovespa registrava no mês superávit de capital externo acima de R$ 1 bilhão. Com a entrada de R$ 132,424 milhões no dia 11, última quinta-feira, a Bovespa contabiliza no mês ingresso líquido de investimento estrangeiro de R$ 1,159 bilhão. As atenções devem se voltar hoje para as ações da Vale, que ontem à noite fechou com a ThyssenKrupp, maior siderúrgica da Alemanha, reajuste de 19% para o minério de ferro este ano. O número ficou mais ou menos em linha com o esperado pelos analistas, que era 20%. Na negociação com os chineses, a mineradora brasileira pede reajuste de 24% para o minério de ferro. As ações da Vale caíram 3,84% ontem, reagindo a queda dos preços das commodities, cujas cotações voltaram a subir hoje, o que pode beneficiar a mineradora. Em Frankfurt, as ações da siderúrgica ThyssenKrupp caíram 5% mais cedo.

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