Bovespa sobe 1,64% e faz 8.º recorde do ano

A agência Dow Jones noticiou o fechamento da Bovespa hoje com a seguinte manchete: "Brazil Stock closes at high record after Palocci show". Por aqui, operadores disseram que o depoimento do ministro da Fazenda ajudou o desempenho da bolsa. Mas o recorde histórico e o volume financeiro perto dos R$ 3 bilhões deveram-se, principalmente, ao fluxo de capital externo. O Índice Bovespa fechou em alta de 1,64%, com 38.014 pontos. Pela primeira vez, o índice superou os 38 mil pontos. Foi o oitavo recorde deste ano. O Ibovespa operou entre a máxima de 38.031 pontos (+1,69%) e a mínima de 37.402 pontos (+0,01%). Com esse resultado, a bolsa passou a acumular alta de 13,63% em janeiro. O movimento financeiro ficou em R$ 2,882 bilhões, o maior desde 14 de dezembro passado, quando o giro somou R$ 3,390 bilhões, já descontado o vencimento de opções sobre ações naquele dia. "A bolsa bombou hoje", foi o comentário de um operador que resumiu o estado de espírito das mesas de operações com ações. "A grana não pára de entrar. O gringo está despejando dinheiro na Bovespa", acrescentou. Até o dia 20 deste mês, a bolsa já acumulava saldo líquido de investimento estrangeiro de R$ 1,665 bilhão este ano. O Ibovespa operou no positivo durante toda a sessão desta quinta-feira. O pano de fundo para o comportamento do mercado de ações hoje foi composto pela ata do Copom, o cenário externo mais calmo, o fluxo de investimento estrangeiro, o risco Brasil e ainda o depoimento do ministro Antonio Palocci. A ata do Copom não surpreendeu de forma negativa. Ou seja, indicou que a inflação preocupa, mas que o Copom manterá o corte na Selic nas próximas reuniões. No encontro de março, por exemplo, o mercado já conta com uma redução de mais 0,75 ponto porcentual. O cenário externo também melhorou bastante. Pouco antes do fechamento das bolsas em Nova York, o Nasdaq subia 0,86%, o Dow Jones avançava 0,83% e o S&P 500 operava em alta de 0,66%. A cotação do petróleo voltou a subir, mas não preocupou ao fechar em alta de 0,62% para US$ 66,26 o barril para entrega em março. À tarde, o risco Brasil chegou a atingir a mínima de 261 pontos base. Por volta das 18 horas, no entanto, caía 6 pontos para 264 pontos base. Quando ao comparecimento de Palocci na CPI dos Bingos, operadores comentaram que o mercado não estava apreensivo com o depoimento. E essa expectativa acabou se confirmando, já que, de acordo com operadores, o ministro saiu-se bem ao responder às indagações. Um operador chegou a comentar que os congressistas não foram agressivos com Palocci e que "alguns senadores pareciam mais preocupados em ir embora mais cedo porque tinham uma festa na Bahia". Operadores ainda citaram alguns indicadores positivos para a economia brasileira divulgados nesta quinta-feira, como a taxa de desemprego em dezembro, que ficou em 8,3% e foi o menor índice desde março de 2002. Outro indicador foi a melhora do índice de confiança do consumidor, que subiu 6,7% em janeiro e mostrou otimismo com o futuro da economia, segundo interpretação de economistas da FGV. Entre os papéis com compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Bradespar PN (+7,96%), Tim Par PN (+6,54%) e Gerdau PN (+5,99%). As maiores baixas foram Light ON (-2,48%), Comgás PNA (-1,80%) e Cesp PN (-1,68%).

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2006 | 19h46

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