Bovespa sobe 1,9% após pesquisa mostrar avanço de Marina

Crescimento das intenções de voto da candidata do PSB influenciou os negócios e a Bolsa encostou nos 60 mil pontos; Petrobrás fechou com alta de mais de 4%

Claudia Violante, Agência Estado - Texto atualizado às 17h38

27 de agosto de 2014 | 12h36

Apesar de o resultado da pesquisa Ibope, na noite de terça-feira, ter confirmado o que o mercado já havia antecipado na segunda-feira, a aguardada realização de lucros hoje não se confirmou. Ao contrário, a perspectiva de que Marina Silva poderá bater Dilma Rousseff no segundo turno fez o Ibovespa trabalhar a maior parte do dia acima dos 61 mil pontos, empurrada pela disparada dos papéis das estatais. No final, o índice perdeu um pouco do fôlego, mas terminou ainda no maior patamar desde janeiro do ano passado.  

O Ibovespa subiu 1,89%, aos 60.950,57 pontos, maior nível desde 24 de janeiro de 2013 (61.169,83 pontos). Subiu 4,35% nestas três sessões seguidas no azul. Foi da mínima de 59.822 pontos (estabilidade) à máxima de 61.247 pontos (+2,38%). O volume financeiro somou R$ 10,769 bilhões, o maior do mês excluindo os pregões com eventos como exercício. 

Petrobrás PN subiu 4,58%, cotada em R$ 22,84, no maior patamar desde 11 de abril de 2011 (R$ 23,51). Petrobrás ON teve ganho de 4,70%, Banco do Brasil ON, +4,68%, e Eletrobrás ON, +6,52% (terceira maior alta do Ibovespa).

O Ibope trouxe - números confirmados hoje pela MDA/CNT - que Dilma Rousseff está com 34% das intenções de voto, Marina Silva, com 29%, e Aécio Neves, com 19%. Numa simulação de segundo turno, Dilma seria derrotada por Marina, com 45% ante 36%, enquanto, contra Aécio, Dilma venceria por 41% a 35%.

A pesquisa MDA, divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontou que Dilma está em primeiro lugar, com 34,2%, e Marina, em segundo, com 28,2%, enquanto Aécio alcançou 16%. No confronto do segundo turno, Marina vence Dilma por 43,7% contra 37,8%. Numa disputa entre Dilma e Aécio, a presidente se reelege com 43% e o tucano teria 33,3%. Numa disputa entre Marina e Aécio, a candidata do PSB registra 48,9% e Aécio, 25,2%.

A realização de lucros aguardada pelos investidores, assim, não aconteceu, uma vez que a agenda fraca no exterior e o alívio das tensões geopolíticas potencializaram o efeito das pesquisas sobre o mercado. Vale lembrar que hoje Marina Silva dá entrevista ao Jornal Nacional e, na sexta-feira, deve ser conhecido o levantamento do Datafolha. 

O debate entre os candidatos à Presidência, na TV Bandeirantes, realizado sob o impacto dos números do Ibope, também influenciou os negócios da Bolsa. De um modo geral, Dilma evitou Marina, enquanto Aécio tentou desgastar a ex-ministra do Meio Ambiente.

Nos EUA, S&P 500 terminou a sessão estável, aos 2.000,12 pontos. O Dow Jones registrou alta de 0,09%, aos 17.122,01 pontos, e o Nasdaq recuou 0,02%, aos 4.569,62 pontos.

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