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Bovespa sobe 3,6% com ajuda da Petrobrás

Alta foi generalizada na Bolsa depois de a Rússia anunciar medidas para estancar as perdas do rublo

Claudia Violante , O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 12h46

Texto atualizado às 18h20

A Bovespa conseguiu interromper o movimento de vendas de ações que predominou nos três últimos dias, ao subir quase 4% nesta sessão e retomar o patamar de 48 mil pontos. A alta foi generalizada e proporcionada pela tranquilidade do mercado após a Rússia anunciar medidas para estancar as perdas do rublo e dar sustentação ao sistema financeiro do país. Petrobrás voltou a subir e foi o papel mais negociado, mas os destaques foram os setores siderúrgicos e o financeiro. 

O Ibovespa terminou a sessão em alta de 3,63%, maior ganho porcentual desde o dia 21 de novembro, quando avançou 5,02%. Encerrou em 48.713,64 pontos. Na mínima, ficou estável em 47.008 pontos e, na máxima, marcou 49.258 pontos (+4,79%). No mês, acumula perda de 10,98% e, no ano, de 5,42%. O giro financeiro totalizou R$ 9,860 bilhões, segundo dados preliminares.

As medidas anunciadas pelo governo russo aliviaram a aversão a risco que predominou nas últimas sessões. Mas isso não significou que o estrangeiro fez as pazes com o Brasil, já que seguiu atuando na venda, mas hoje elas foram insuficientes para fazer o índice cair. O exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa também acabou influenciando os negócios no período da tarde. 

Petrobrás continuou na berlinda, depois que a presidente da empresa, Graça Foster, comentou que já colocou seu cargo e o da diretoria à disposição da presidente Dilma Rousseff. Ela disse ainda que ela e seus diretores devem ser investigados pelos desvios na estatal. 

No relatório paralelo apresentado nesta quarta-feira na CPMI da Petrobrás, integrantes da oposição pedem ao Ministério Público Federal ação por ato improbidade administrativa contra a presidente Dilma Rousseff. O documento não cita nominalmente a presidente, mas pede uma ação contra todos os integrantes da cúpula da Petrobrás que participaram do processo de compra da refinaria de Pasadena, em 2006. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), houve prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra de Pasadena. 

Petrobrás ON subiu 3,91% e a PN avançou 2,99%, esta a mais negociada, com giro de R$ 856,059 milhões. Vale ON, +1,86%, PNA, 2,17%, Gerdau PN, +4,17%, Metalúrgica Gerdau PN, +4,41%, Usiminas PNA, +8,08%, e CSN ON, +11,74%. 

No setor financeiro, Bradesco PN, +4,90%, Itaú Unibanco PN, +5,05%, BB ON, +7,86%, e Santander unit, +5,28%. 

Nos EUA, as bolsas ampliaram os ganhos após a decisão de política econômica do Fed. Às 17h21, o Dow subia 1,51%, o S&P, 1,73%, e o Nasdaq, 1,60%. No comunicado, a instituição disse que pode ser "paciente" antes de elevar suas taxas e informou que sua nova sinalização é consistente com o "tempo considerável" antes de subir os juros. 

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