Bovespa sobe após dar como certa alta de juro nos EUA

O dado de inflação ao consumidor nos EUA, que em maio subiu 0,4% no índice cheio e 0,3% no núcleo, consolidou a aposta de novo aumento de juro de 0,25 ponto porcentual na taxa americana no final de junho, para o nível de 5,25% ao ano. Os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo, que aguardavam a divulgação desse índice e que tanto estresse causou nos últimos dias, hoje não se abalaram, pelo menos na abertura do pregão. O Ibovespa à vista subia 1,35% às 10h10, a 33.289 pontos. A explicação mais plausível é que o mercado já vinha precificado o pior nos últimos dias. Bastar lembrar que com a queda de 2,11% ontem a perda acumulada pelo Ibovespa no mês já está em 10% e em 18% no período de 30 dias. No ano, os investidores em ações já registram perda de 1,82%. A única certeza que se pode ter é que a volatilidade deve continuar ditando o ritmo dos negócios até o dia 29, quando o comitê de mercado aberto do Fed (banco central dos EUA) se reúne. Hoje, no pregão doméstico, tem vencimento de Ibovespa futuro, o que pode favorecer oscilações maiores e influenciar o giro financeiro, como aconteceu ontem. Mas a agenda do dia nos EUA ainda pode trazer surpresas. Às 15h, o Fed divulga o Livro Bege, sumário das condições da economia americana que orienta as decisões sobre a política monetária. Antes disso, no entanto, estão previstos discursos de diretores do Fed.

Agencia Estado,

14 de junho de 2006 | 10h22

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