Bovespa sobe atenta ao exterior e à decisão do CMN

O mercado de ações deve se pautar nesta sexta-feira ao comportamento dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), a primeira presidida por Guido Mantega, que é vista pelos analistas como um teste para o novo ministro. Às 11h14, o Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, subia 0,12%, aos 37.820 pontos. Segundo analistas, desde que não haja uma piora no lado externo, a Bovespa tem condições de manter a trajetória de alta dos últimos pregões, por conta do clima de tranqüilidade doméstico. "Hoje, o ambiente externo não precisa ajudar, basta não atrapalhar", disse um especialista. Mas se houver uma piora lá fora - há muitos indicadores ainda para serem divulgados -, a bolsa paulista dificilmente conseguirá manter o descolamento de ontem, quando a despeito da alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e da queda do índice Dow Jones, a Bovespa subiu 0,76%. A expectativa com a definição da taxa de juros de longo prazo (TJLP), na reunião do CMN, prevista para começar ao meio-dia, pode ajudar a manter a Bolsa na retaguarda. Essa reunião pode sinalizar para o mercado até que ponto o ministro Guido Mantega vai seguir à risca a política econômica. Caso a TJLP seja reduzida para o nível de 7% ao ano, o que é considerado quase que improvável, o mercado tende a reagir negativamente. Se baixar para o nível de 8% ao ano, o efeito deve ser de neutro para positivo. Os investidores estão mais otimistas com a montagem da equipe econômica, que têm reforçado os sinais de que o novo ministro vai seguir o modelo econômico atual, sem aventuras. As ações da Vale, que ontem ajudaram a sustentar o ganho da Bovespa, devem continuar subindo, acompanhando o aumento das commodities no mercado internacional. As ações da Embraer devem repercutir a expectativa com a divulgação do balanço da empresa, após o fechamento. Analistas projetam para a fabricante de aviões ganho líquido médio de R$ 705 milhões no ano passado, 44% menor do que os R$ 1,255 bilhão registrados em 2004.

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