Thanassis Stavrakis/AP
Thanassis Stavrakis/AP

Bovespa sobe com exterior, mas mostra fôlego limitado

Otimismo de que a Grécia conseguirá um acordo para evitar calote sustenta alta nas bolsas internacionais, mas quedas pontuais no Ibovespa seguram alta maior

Agência Estado

22 de junho de 2015 | 13h12

SÃO PAULO - A Bovespa abriu a sessão desta segunda-feira em alta, acompanhando a trajetória de seus pares no exterior, embora com fôlego limitado. Às 13h15, o Ibovespa subia 0,37%, aos 53.950 pontos. Desde cedo, na Europa, o envio das propostas da Grécia aos credores traz otimismo e as principais praças acionárias da região operam com fortes ganhos. 

Ontem, Atenas enviou uma proposta de reforma aos credores, que incluem aumento de impostos e corte de gastos militares. A expectativa é de que seja alcançado um acordo e com isso a Grécia evite um calote e consiga pagar 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que vencem no dia 30.

Internamente, o índice é pressionado pelas ações da Vale, em baixa de 2,07% (ON) e de 1,21% (PNA), mas Petrobrás também reduziu os ganhos e sobe 0,48% (ON) e 0,46% (PN). Sobre a estatal, o mercado segue na expectativa pela divulgação do plano de negócios da companhia, que está na pauta da reunião do conselho de administração, marcada para próxima sexta-feira, segundo informaram fontes ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Por outro lado, as ações da Marfrig tinham a maior alta do índice, de 8,9%, depois que a empresa anunciou a venda da irlandesa Moy Park, sua subsidiária na Europa, para o JBS, da família Batista, por US$ 1,5 bilhão (o equivalente a R$ 4,7 bilhões).

No âmbito da Operação Lava Jato, as ações da Braskem caíam quase 2% e chegaram a liderar o ranking de baixa, ainda em reação à prisão, na sexta-feira, do presidente de sua controladora, a Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Entre as provas para a prisão estava uma troca de e-mails entre um executivo da Braskem e executivos da empreiteira.


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