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Dólar cai 2,4% e fecha abaixo de R$ 3,60; Bolsa sobe mais de 3%

Parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo a anulação da posse de Lula na Casa Civil, determinou a queda da moeda e a alta da Bovespa

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2016 | 12h09

SÃO PAULO - Um conjunto de notícias políticas desfavoráveis ao governo conduziu a queda do dólar e alta da Bolsa nesta sexta-feira. Entre elas, o novo parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a anulação da posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, e o aumento do número de deputados contrários a Dilma, conforme o 'Placar do Impeachment' divulgado pelo Estado. O dólar terminou com recuo de 2,4%, cotado a R$ 3,5971.

Já o Ibovespa - principal índice e termômetro da Bolsa - voltou a superar os 50 mil pontos e fechou em alta de 3,67%. PetrobrÁs ON subiu 5,53% e o papel PN da estatal avançou 7,27%, favorecidos pela política e pelo avanço firme do petróleo tanto em Londres quanto em Nova York. Do mesmo modo, Vale ON teve ganho de 8,19%, e Vale PNA avançou 8,36%. 

A mudança do parecer de Janot, que será levado em consideração pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da questão sobre a posse de Lula na Casa Civil, é vista entre os investidores como um fator de enfraquecimento do governo Dilma Rousseff. Se Lula não conseguir, de fato, assumir a Casa Civil, as chances de impeachment aumentam.

O levantamento mais recente sobre a preferência dos deputados mostra que 283 deles são favoráveis ao impeachment e 114 contrários. Há ainda 63 indecisos e 53 que não responderam.

Em Brasília, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou  a fazer a defesa do governo, reafirmando que o relatório da Comissão do Impeachment sobre o processo tem equívocos técnicos e jurídicos.

Cardozo disse ainda que o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) não é claro sobre as acusações contra Dilma, ao mencionar a Lava Jato; inclui pontos que haviam sido rejeitados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na denúncia original; e que a concepção do texto colide com a Constituição. Nada disso, no entanto, alterou o otimismo dos investidores, que hoje foram em busca do risco.

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