Bovespa sobe, com investidor de olho no Fed

Às 10h05, o Ibovespa oscilava em alta de 0,05%, aos 53.333,49 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

13 de setembro de 2013 | 10h17

A realização de lucros iniciada pela Bovespa desde a última terça-feira, 10, um dia após fechar no maior nível desde o fim de maio, pode não ter força nesta sexta-feira, 13, diante da lateralidade verificada entre os mercados internacionais nesta manhã, com os investidores já digerindo alguns dados sobre a economia norte-americana anunciados hoje e na expectativa pela reunião do Federal Reserve, na semana que vem. Os ajustes finais antes do exercício de opções sobre ações, na segunda-feira, também tendem a agitar os negócios locais. Às 10h05, o Ibovespa oscilava em alta de 0,05%, aos 53.333,49 pontos.

As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram menos do que o esperado em agosto, em +0,2%, abaixo da previsão de +0,5%. Excluindo o segmento de automóveis, o comércio varejista teve alta de 0,1%, ante expectativa de +0,3%. O dado de julho do setor em julho foi revisado para cima, apontando crescimento de 0,4% ante uma leitura original de +0,2%. Já no atacado, a inflação ao produtor (PPI) avançou 0,3% em agosto, ante previsão de +0,2%. Logo mais, às 10h55, sai a leitura preliminar de setembro do índice de sentimento do consumidor e, às 11 horas, é a vez dos estoques das empresas em julho.

O índice futuro do S&P 500 para dezembro seguiu praticamente inerte aos dados já anunciados, e exibia ligeira alta de 0,04%, no horário acima, com os investidores adotando a postura de esperar para ver, à espera do encontro de política monetária do Fed, que começa na terça-feira, 17, e termina na quarta-feira, 18. Segundo pesquisa do Wall Street Journal (WSJ), a maioria (66%) dos 47 economistas entrevistados acredita em uma redução no volume de compra de bônus pelo Banco Central dos EUA, em US$ 15 bilhões a cada mês.

Porém, um terço vê o início dessa redução apenas em dezembro, quando o encontro será seguido de uma coletiva de imprensa. A entrevista, aliás, deve ser uma das últimas de Ben Bernanke como presidente do Fed e, segundo fontes afirmaram ao jornal Nikkei, o presidente dos EUA, Barack Obama, deve nomear Lawrence Summers como o próximo comandante. Por trás do debate sobre a sucessão entre Summers e a atual vice-presidente do Fed, Janet Yellen, está uma condução mais frouxa ou mais apertada da política monetária norte-americana.

Até por isso, avalia um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, os dados não têm feito muito preço nas bolsas. "Agora tem o fantasma do Fed e a incerteza sobre como será a reação dos ativos de risco, principalmente nos emergentes", avalia. Ele diz que, depois de entrarem com aproximadamente R$ 2,2 bilhões líquidos na Bolsa no início desta semana - dias 9 e 10 - "os gringos parecem ter invertido a mão", ao que tudo indica, embolsando os ganhos recentes.

O profissional lembra que, em um mês, o Ibovespa saltou dos 47 mil pontos para os 54 mil pontos. "Agora, o índice está mais para voltar para os 50 mil pontos do que para esticar até os 57 mil pontos", acrescenta.

Além disso, hoje é o último dia para os ajustes à luz do vencimento de opções sobre ações, o que deve agitar, principalmente, os papéis de Petrobras e Vale. Enquanto para a estatal petrolífera, a "briga" está entre os exercícios em R$ 18 e em R$ 19, na mineradora, o "jogo" já é dos comprados, com Strike em R$ 34,00.

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