Tiago Queiroz/Estadão
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Bovespa sobe com Petrobrás e bancos; JBS tem queda de quase 9%

No mercado de câmbio, o dólar teve sessão volátil e fechou em leve alta, cotado a R$ 2,662

Clarissa Mangueira e Silvana Rocha, Agência Estado

22 Dezembro 2014 | 18h49

SÃO PAULO - Depois de uma sessão bastante volátil, a Bovespa se firmou em alta na última hora do pregão, batendo máximas sucessivas, ajudada pelos ganhos das ações da Petrobrás e a recuperação dos papéis de bancos. O giro de negócios foi baixo, devido à semana mais curta por conta do feriado do Natal, o que contribuiu para a forte oscilação da Bolsa durante o dia.

No fim do pregão, o Ibovespa fechou com alta de 0,95%, aos 50.120,86 pontos, na máxima. Na mínima, a Bolsa registrou 49.105 (-1,10%). O volume de negócios totalizou R$ 4,505 bilhões. No ano, a Bolsa acumula baixa de 2,69% e no mês, recuo de 8,41%.

As ações da Petrobrás terminaram com alta de quase 5%, apesar das denúncias envolvendo a companhia e a queda dos preços internacionais do petróleo. Em entrevista ao Fantástico neste domingo, Venina Velosa disse ter informado sobre as irregularidades verificadas por ela "a todas as pessoas que podiam fazer algo" e que, além de ter registrado suspeitas por e-mail, chegou a discutir o assunto pessoalmente com a atual presidente da estatal, Graça Foster, quando a executiva era diretora de Gás e Energia. 

Em meio aos escândalos envolvendo a estatal e especulações sobre a possível saída de Graça Foster do comando da companhia, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa da executiva. Durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, Dilma disse nesta segunda-feira que não pretende mudar a diretoria da Petrobrás, apenas seu conselho de administração. 

As declarações foram feitas após a presidente afirmar, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, que o Brasil não vive uma crise de corrupção e que "não há intocáveis" no País.


O petróleo, que tinha iniciado a sessão em alta, apagou os ganhos por volta do meio da manhã. O ministro do petróleo do Iraque, Adel Abdul-Mehdi, afirmou que Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continua unida na decisão de não reduzir sua produção. 

Perto das 17h30, o contrato do petróleo do tipo Brent caía 1,91%, a US$ 60,23 o barril, na plataforma ICE, em Londres. O contrato do petróleo negociado na Nymex, em Nova York, perdia 3,03%, para US$ 55,41 o barril. No fim do pregão, Petrobrás ON e PN registram alta igual de 4,98%.

No setor financeiro, as ações dos bancos fecharam o pregão em alta, se recuperando das perdas vistas mais cedo. Banco do Brasil ON (+0,90%), Bradesco PN (+0,84%) e Itaú Unibanco (+0,69%). 

JBS. Os papéis ON da empresa de alimentos JBS lideraram as perdas da Bovespa e fecharam com recuo de 8,67%, depois de caírem mais de 17% mais cedo. As ações da companhia foram afetadas por denúncias de que estaria envolvida com o escândalo de corrupção investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

No setor de mineração, as ações da Vale recuaram 0,93% (ON) e 0,69% (PN). Segundo um operador, os papéis subiram muito na sexta-feira e hoje devolveram um pouco.

O Banco Central informou nesta segunda-feira que os bancos públicos continuaram a puxar o aumento do estoque de crédito em 2014 até novembro, ainda que em um ritmo mais brando do que o visto no ano passado. O BC afirmou que houve avanço de 14,1% no ano até agora nesse segmento, para um total de R$ 1,586 trilhão. 

Apenas em novembro, o crescimento foi de 1,5% e, em 12 meses, de 17,7%. Nos bancos privados nacionais, o aumento foi de 3,8% no ano até o mês passado, para R$ 936,792 bilhões. Em novembro, no entanto, houve avanço de 1,0% e, em 12 meses encerrados no mês passado, alta de 5,3%. 

Dólar. O dólar ante o real intercalou leves quedas e altas ao longo do dia, em meio a um ambiente externo ameno e sem um grande catalisador interno para determinar um rumo único aos negócios. 

Os quatro leilões realizados pelo Banco Central nutriram o mercado de hedge (proteção) cambial, amenizando as oscilações de preços. Na reta final dos negócios à vista, o dólar se firmou em alta no balcão, enquanto no mercado futuro o dólar para janeiro de 2015 voltava a tocar na máxima.

O dólar à vista fechou cotado a R$ 2,6620, com alta de 0,23%. A moeda oscilou da mínima a R$ 2,6450 (-0,41%) à máxima, de R$ 2,6630 (+0,26%).

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