Bovespa sobe com resultados de empresas; dólar cai

Gestores e analistas brasileiros torcem para que o cenário internacional abra espaço para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostrar a melhoria dos fundamentos nacionais. Um diretor de uma grande corretora local já afirmava que a alta do Ibovespa, o principal índice da Bolsa paulista, hoje é o começo de uma recuperação. Mas a torcida, no entanto, precisa esperar a terça-feira que vem, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decide mais uma vez as taxas de juros dos Estados Unidos. Esse é o grande assunto do mercado nos últimos pregões, e é sobre ele que as bolsas se movem. A Bovespa subia 1,08%, aos 37.239 pontos, às 12h32, acompanhando, além da alta em Nova York, valorizações nos mercados europeus. O superintendente do Safra Asset Management, Valmir Celestino, acredita que a Bolsa paulista começa a se descolar dos Estados Unidos, e prevê um bom mês de agosto. "O mercado hoje está melhor e o fato de Nova York não cair ajuda", disse. "Se o Fed parar de subir os juros na próxima semana haverá uma euforia, com alta de ações", acredita. Para ele, contribuem os balanços que serão divulgados no Brasil até 15 de agosto e que, na média, devem ser bons. Hoje, o especialista acredita que boa parte do ganho já esteja atrelado aos balanços divulgados desde ontem. Acesita e Gerdau estão entre as ações que reagem bem aos resultados. Brasil Telecom também estava entre os principais ganhos, até divulgar a revisão para baixo em sua previsão de receita para 2006. Arcelor sobe após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidir que a Mittal terá de fazer uma oferta pública pelas ações da companhia no Brasil em circulação no mercado. Câmbio O câmbio também reage ao movimento positivo nas bolsas de valores da Europa e dos EUA. O único sinal negativo é do petróleo, que nos contratos futuros negociados em Nova York e Londres continua a ser negociado em alta, acima de US$ 76 o barril. Às 12h24, o dólar comercial recuava 0,37%, cotado a R$ 2,183. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda valia R$ 2,182 (-0,41%). No mercado futuro de juros na BM&F, a projeção para o contrato de depósito interfinanceiro (DI) estava a 14,61% ao ano, ante 14,64% do dia.

Agencia Estado,

02 de agosto de 2006 | 12h36

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