SERGIO CASTRO/ESTADÃO
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Bovespa sobe com commodities e expectativa de novos estímulos na China

Valorização de commodities impulsiona ações da Vale e Petrobrás; com feriado nos EUA, dólar oscila pouco e fecha a R$ 3,99

Claudia Violante e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2016 | 11h19

SÃO PAULO - A Bovespa terminou o primeiro pregão da semana em alta, de olho no comportamento das bolsas asiáticas e europeias, já que Wall Street não funcionou em razão do feriado do Dia dos Presidentes. Os dados mais fracos da balança comercial da China criaram expectativas por mais estímulos e isso impulsionou o mercado. Commodities subiram e contribuíram para o movimento. O Ibovespa terminou o dia com elevação de 0,72%, aos 40.092,89 pontos. Na mínima, marcou 38.808 pontos (estável) e, na máxima, 40.671 pontos (+2,17%). 

O índice perdeu força nos ajustes finais, com Vale e Petrobrás indo para as mínimas do dia. Esses papéis, no entanto, subiram toda a segunda-feira, ajudados pelas expectativas de que Pequim lance mão de medidas para estimular sua economia, revitalizadas depois da divulgação da balança comercial do país. 

Vale ON terminou com ganho de 2,54% e Vale PNA, de 3,04%. BradesPar PN, acionista da empresa, também subiu, 3,35%. O minério de ferro iniciou a semana com alta de 5,6% no mercado à vista chinês, cotado em US$ 45,6 a tonelada seca, marcando, assim, o maior valor da tonelada do insumo em 2016, de acordo com dados do The Steel Index.

Petrobrás ON teve ganho de 1,90% e Petrobrás PN, 1,57%. Na reta final da sessão, uma autoridade da Opep informou que os ministros da Rússia e da Arábia Saudita discutirão produção de petróleo em Doha. Venezuela e Nigéria também participarão do mesmo encontro. Já o petróleo negociado em Londres subiu 0,09%, a US$ 33,39 o barril. 

Dólar. O feriado do Dia dos Presidentes nos EUA reduziu hoje a liquidez nos mercados de moeda em todo o mundo. No Brasil, o dólar oscilou em margens bastante estreitas durante toda a sessão, sem se afastar muito dos níveis de fechamento da sexta-feira. Um viés negativo para a moeda americana no exterior, após dados fracos divulgados na China e no Japão, também foi percebido por aqui, mas em menor intensidade. Tanto que, no fim, o dólar à vista indicou leve alta de 0,06%, aos R$ 3,9977. 

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