Bovespa sobe e fecha o mês com valorização de 4,36%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou sem direção, alternando altas e baixas, mantendo o foco no mercado norte-americano, onde as bolsas tiveram uma sexta-feira de oscilação. A divulgação de alguns indicadores econômicos nos Estados Unidos não foi suficiente para desfazer as incertezas sobre o comportamento da inflação e da atividade na maior economia do mundo. No encerramento do pregão desta sexta-feira, o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, encerrou com ganho de 0,99%, na máxima, aos 45.804 pontos. Na mínima, a Bovespa recuou 0,48%. No mês, a bolsa paulista acumula valorização de 4,36% e de +2,99% no ano. Os papéis de maior peso na bolsa fecharam em alta: Petrobras PN e ON (preferencial e ordinária) terminaram em +0,09% e +0,39%, respectivamente; e Vale do Rio Doce preferencial classe A (PNA) com ganho de 1,42%. De maneira geral, os índices norte-americanos que saíram pela manhã sugeriram crescimento da economia dos EUA. O índice de atividade dos Gerentes de Compra de Chicago subiu de 47,9 em fevereiro para 61,7 em março, o nível mais alto em dois anos. Os números de renda e gastos pessoais cresceram 0,6%, o dobro do estimado pelos analistas (0,3%). Já o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo, que exclui energia e alimentos, avançou 0,3%, acima da variação esperada de 0,2%. Com isto, a taxa de inflação em 12 meses medida por este índice atingiu 2,4%, ante 2,2% em janeiro. Porém, a notícia de que a Casa Branca não vai mais isentar as companhias chinesas de suas leis anti-subsídio foi citada como justificativa para a aceleração do movimento de baixa ou mesmo de redução no ritmo de alta das bolsas em Nova York e no Brasil. É preciso considerar ainda que o impasse entre o Irã e o Reino Unido sobre os 15 marinheiros e fuzileiros britânicos capturados há uma semana no Golfo Pérsico também deixou os investidores inseguros, apesar de o petróleo ter fechado em baixa de 0,24%, a US$ 65,87, na Bolsa Mercantil de Nova York.

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