Bovespa sobe e sinaliza novo dia de recuperação

O mercado amanheceu disposto a emplacar mais um dia de recuperação de preços e a queda inesperada do número de postos de trabalho criados nos Estados Unidos em maio fortaleceu ainda mais essa vontade. Foram criadas apenas 75 mil vagas ante previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones de 180 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,6%, abaixo da estimativa de 4,7%. O Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo/Bovespa) futuro que antes do payroll operava em alta de 0,71% acelerou o ganho. Às 10h05, a Bovespa avançava 1,36%, aos 38.263,6 pontos. Em Nova York, as bolsas ampliaram a alta, enquanto o juro dos títulos do Tesouro dos EUA atingia as mínimas. Por volta das 10 horas, o Nasdaq subia 0,85% e o S&P 500 +0,51%. O rendimento do título de 10 anos recuava para o nível de 5,04%. Outro dado do relatório de emprego que sinaliza arrefecimento das pressões inflacionárias é o ganho por hora trabalhada, que cresceu 0,06%, de US$ 16,61 para US$ 16,62. A previsão era de 0,2%. Os dados do relatório do emprego reforçam os relatórios divulgados ontem, que apontam ritmo mais lento de crescimento da economia norte-americana, o que abriu espaço para os mercados globais respiraram mais aliviados. O Ibovespa, que se desvalorizou 9,5% em maio, subiu 3,3% no dia anterior. Mas o sentimento ainda é de cautela, porém o mercado parece estar tentando buscar um ponto de equilíbrio entre a extrema euforia que levou a Bovespa aos 42 mil pontos e o extremo pessimismo, que derrubou o mercado para o nível dos 35 mil pontos. No entanto, os investidores estrangeiros estão voltando aos poucos às compras. Operadores dizem que continuam vendendo ações. Na última terça-feira, a Bovespa registrou entrada líquida de capital externo de R$ 71,356 milhões. Na véspera, houve uma entrada de R$ 59,271 milhões. Mas no acumulado de maio o saldo ainda está negativo em R$ 1,610 bilhão e mesmo que o dado do último dia de maio, que sai hoje, seja positivo, a Bolsa vai fechar o mês com perda. As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) podem reagir hoje à notícia de que a chinesa Baosteel negocia uma sociedade com a CSN para a construção de duas usinas de placas no Brasil daqui a três anos.

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