Bovespa sobe em dia de exercício de opções sobre ações

Às 12h06, o Ibovespa registrava alta de 0,50%, aos 61.364 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

20 de junho de 2011 | 12h44

Após abrir o pregão em baixa neste início de semana curta e de vencimento de opções sobre ações, a Bovespa inverteu o sinal, reagindo à notícia de que a Moody's elevou o rating dos bônus do governo brasileiro de Baa3 para Baa2. As ações da Vale e das siderúrgicas, além de Cemig e Cesp são destaques entre as altas.

Às 12h06, o Ibovespa registrava alta de 0,50%, aos 61.364 pontos, após ter alcançado a máxima de 61.400 pontos (+0,56%) e a mínima de 60.784 pontos (-0,45%). O giro era de R$ 2,62 bilhões, com projeção para alcançar R$ 9,15 bilhões no encerramento. Em Nova York, o índice Dow Jones operava com ganhos de 0,40% e o S&P 500, com avanço de 0,27%%.

Segundo operadores, os papéis de maior peso no Ibovespa - Vale, Petrobrás e OGX - são também os que sofrem maior influência do vencimento.

"Será normal vermos o repique de algumas ações que caíram muito nas últimas semanas", acrescenta o economista Fausto Gouveia, da Legan Asset.

Mas são duas empresas do setor de energia que se destacam na lista de maiores altas do Ibovespa, beneficiadas por relatórios positivos de grandes bancos de investimentos. Cemig avança 2,40%, enquanto Cesp opera com ganhos de 2,17%.

A companhia mineira teve sua recomendação elevada pelo Goldman Sachs de neutro para compra. Em relatório, os analistas Francisco Navarrete e Andre Gaeta justificam que a elevação segue anúncio recente de aquisição de ativos de transmissão, o que indica que a estratégia de expansão da companhia está progredindo positivamente. "Acreditamos que Cemig está bem posicionada para se beneficiar do crescimento em geração dentro da expectativa dos investimentos em infraestrutura no Brasil nos próximos dois anos", destacam.

Já a Cesp PNB, teve seu preço-alvo elevado pela Itaú Corretora, para R$ 35,50, ante R$ 32,50, incorporando novas premissas macroeconômicas e os resultados da companhia no primeiro trimestre. A casa reiterou recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o papel. O analista Marcos Severine ressalta o fluxo de notícias positivas sobre eventual renovação de concessões no setor elétrico e explica que, como referência, o mercado trabalha com os preços observados no leilão de Teles Pires (R$ 58/MWh).

Incorporando ajustes inflacionários, o analista estima um preço de renovação de cerca de R$ 65/MWh. A corretora ressalta que a companhia opera atualmente em um cenário de riscos limitados e com perspectivas bastante positivas, especialmente considerando a possibilidade de privatização.

A lista de maiores altas do Ibovespa é composta ainda por Natura (+2,63%), Ambev (+1,79%), Gol (+1,73%), Rossi (+1,62%) e Brasil Ecodiesel (+1,47%).

Já no grupo de principais desvalorizações figuravam Eletrobras ON (-2%), Oi (Tmar) PNA (-1,97%), Oi (TNLP) ON (-0,90%), Eletrobras PNB (-0,87%), Eletropaulo PN (-0,87%), Hypermarcas (-0,68%) e Santander (0,67%).

Vale, Petrobrás e OGX

As blue chips Vale e Petrobrás estão entre os papéis que mais sofrem pressão da briga entre comprados e vendidos no vencimento de opções hoje. A mineradora opera em alta com PNA subindo 1,33% e giro de R$ 194 milhões, o maior até o momento, e ON avançando 1,50%, esta entre as maiores altas do Ibovespa. Bradespar, importante acionista da empresa, sobe 0,97%.

Entre as siderúrgicas, Gerdau (+0,13%), Gerdau Metalúrgica (+0,56%), CSN (+0,68%), Usiminas ON (+1,44%), entre as maiores altas do Ibovespa, e Usiminas PNA (-0,15%).

Petrobrás, por sua vez, abriu o dia em baixa, inverteu a direção e logo voltou a cair. Há pouco, o papel PN registrava perdas de 0,22%, com giro de R$ 190 milhões, o segundo maior do mercado, e o ON com ganhos de 0,39%. Sobre a empresa há ainda a notícia de que o Conselho de Administração da estatal rejeitou na semana passada a proposta de revisão de planejamento estratégico da estatal para o período 2011-2015.

Segundo fontes ouvidas pela jornalista Irany Teresa, da Agência Estado, o conselho, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou que o montante do plano, que foi de pouco menos de US$ 250 bilhões, fosse reduzido, para ficar mais próximo dos US$ 224 bilhões do plano atualmente em vigor (para o período 2010-2014). Com isso, a empresa terá de rever os 681 projetos apresentados para saber quais serão postergados ou mesmo se é possível fazer algum corte.

OGX, do empresário Eike Batista, avança 1,40%, movimentando R$ 174,3 milhões, o terceiro maior giro do mercado. Sobre a empresa, há a informação de que a companhia concluiu a perfuração do poço horizontal 9-OGX-44HP-RJS (Waikiki Horizontal) e, por meio de um teste de formação, identificou boas condições de produtividade. O poço está localizado no bloco BM-C-39, na Bacia de Campos, e deverá fazer parte do segundo projeto de produção da OGX nessa bacia. Conforme o fato relevante da OGX, este resultado "confirmou as expectativas iniciais em relação à acumulação de Waikiki e ofereceu elementos ainda mais concretos para o desenvolvimento dessa área".

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