Bovespa sobe mais de 2% e dólar recua para R$ 2,158

O mercado de ações ainda está fazendo suas contas nessa segunda-feira pós eleições. A principal aposta para a Bolsa de Valores de São Paulo, por enquanto, é de volatilidade. Hoje, o índice Ibovespa sobe com força e, nessa movimentação, surpreende alguns operadores, que esperavam queda da Bolsa se o segundo turno fosse confirmado para a corrida presidencial. Às 13h01, o Ibovespa registrava ganho de 2,12% a 37.222 pontos. O dólar comercial recuava 0,60%, negociado a R$ 2,158, na taxa mínima do dia. Um diretor de corretora lembra que esse viés nem tão positivo é sentido do lado do investidor estrangeiro. "Se o capital externo tivesse gostado muito da prorrogação da disputa, o risco Brasil cairia e os títulos da dívida estariam subindo com mais força", comentou. No entanto, o risco Brasil operava estável, cotado em 233 pontos-base, e o título da dívida Global 40 subia apenas 0,04%, depois de ter caído na abertura. Nesse lado do mercado, a sensação é de que haverá desgaste do governo Lula com o segundo turno, o que não será bom para os negócios. Entretanto, numa movimentação que é considerada de curto prazo pelos operadores, o Ibovespa sobe, escorado em papéis estatais, federais e ligados a concessões. A visão é que alguns poucos investidores, ou fundos mais agressivos, estão fazendo uma aposta de risco na vitória de Geraldo Alckmin na disputa contra Lula. "Mesmo que ele ganhe, as apostas nessas ações só verão os motivos se concretizarem num horizonte muito longo", disse outro profissional. De qualquer maneira, o cenário do Alckmin mais forte destaca os seguintes papéis: elétricas, concessionárias como Sabesp e CCR, Banco do Brasil e Petrobras. O raciocínio para as elétricas é de impulso extra para a privatização, dado o perfil do candidato do PSDB. Para as concessionárias, sobretudo as de rodovias, vem à lembrança a atuação de Mário Covas no governo, também pró-privatização de estradas. Já em Banco do Brasil e Petrobras a aposta é de direções mais profissionalizadas e menos ligadas a ingerências políticas.

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