Bovespa sobe, mas juro dos EUA pode limitar otimismo

O dia começa com uma série de boas notícias, tanto no cenário doméstico quanto externo. O único risco é o juro dos títulos do Tesouro norte-americano, que está subindo, depois de ter dado uma trégua no início da manhã. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu o pregão em alta e atingiu a máxima de 0,98% nos primeiros quinze minutos de negociação, a 37.860 pontos. Às 11h17, operava em alta de 0,69%. Bolsas da Ásia e da Oceania registraram níveis recordes de alta hoje, ecoando o bom desempenho de Wall Street ontem. Esse clima favorável contagia também a Europa, onde as bolsas sobem puxadas pela valorização de ações das mineradores e por notícias de fusões e aquisições. Nos EUA, os índices futuros de ações dão prosseguimento à valorização da véspera, influenciadas pela Nokia, que prevê crescimento de 15% no mercado global de celulares. Os preços das commodities (metais) estão disparando na Europa e na Ásia, o que favorece a valorização dos papéis das principais mineradoras do mundo, que sobem mais de 2%. A expectativa é de que as ações da Vale do Rio Doce acompanhem esse movimento e registrem nova alta hoje. Ontem, após o fechamento, a Vale confirmou pedido de reajuste do preço do minério de ferro de 24%, conforme havia sido antecipado pela Agência Estado. Vale PNA fechou em alta de 2,68%. Por aqui, o mercado segue mais tranqüilo com a mudança de comando no Ministério da Fazenda e com os sinais de autonomia do Banco Central. Além disso, o IGP-M de março registrou deflação de 0,23%, bem abaixo do piso das estimativas dos analistas (-0,12% a zero). O relatório trimestral de inflação do Banco Central trouxe poucas mudanças, mas boas. Os contratos futuros de juros na BM&F apontam queda.

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