Bovespa sobe, mas juro nos EUA favorece cautela

A disparada do juro dos títulos do Tesouro norte-americano esta manhã - a taxa do papel de 10 anos atingiu 5,12%, maior nível em quatro anos - deve manter o clima de cautela no mercado de ações. O Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa) abriu positivo e avançava 0,32% às 10h17 (39.863 pontos), apesar do nervosismo dos investidores, que reagiram mal ao dado de encomendas de bens duráveis em março nos EUA ter subido 6,1%, muito acima das previsões, que apontavam crescimento de 1,6%. Os índices futuros de ações em Nova York, que se mantinham no campo positivo, impulsionados por balanços, inverteram o sinal após o dado de encomendas. O Nasdaq futuro recuava 0,03% e o S&P 500 trabalhava praticamente estável (+0,01%). O dado de hoje reafirma a avaliação de que a economia nos EUA está aquecida, o que pode prolongar o ciclo de aperto monetário. Os dois dados divulgados ontem nos EUA, confiança do consumidor e de venda de imóveis usados, também mostraram vigor da economia. As atenções dos investidores estarão voltadas para a divulgação, às 15 horas, do livro bege, que deve traçar um panorama das condições da economia norte-americana e servir de base para a reunião do comitê de mercado aberto (FOMC) do Fed (banco central dos EUA) do dia 10 de maio. Antes disso, no entanto, às 11 horas, saem os dados de vendas de imóveis residenciais novos em março, nos EUA. O fato de ser véspera da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também pode contribuir para os negócios ficaram em banho-maria, embora o cenário externo seja determinante para a Bovespa, que nos dois últimos pregões ficou praticamente no zero a zero, acompanhando o comportamento dos Treasuries e do petróleo. Segundo analistas, para o Ibovespa se sustentar acima dos 40 mil pontos é preciso ter fatos novos positivos e fluxo financeiro perto de R$ 3 bilhões. Nos últimos pregões o giro tem ficado abaixo de R$ 2 bilhões.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 10h19

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