Bovespa sobe, mas não retoma os 55 mil pontos

Ibovespa fechou o dia em alta de 0,40%, aos 54.666 pontos; no mês, ainda acumula perda de 2,22% e, no ano, de 10,31%

Claudia Violante, da Agência Estado,

14 de maio de 2013 | 18h01

Apesar de algumas bolsas internacionais marcarem novo recorde nesta terça-feira, 14, a Bovespa segue sem muito entusiasmo: subiu, mas sem retomar o patamar dos 55 mil pontos. Realização, exercício de opções sobre ações na próxima semana, preocupações sobre a China e falta de entusiasmo para comprar ações locais foram as razões apontadas para tal comportamento.

O Ibovespa fechou com alta de 0,40%, aos 54.666,82 pontos. Na mínima, registrou 54.327 pontos (-0,22%) e, na máxima, marcou 55.030 pontos (+1,07%). No mês, acumula perda de 2,22% e, no ano, de 10,31%.

"A Bovespa não engata. Mas enquanto o investidor estrangeiro estiver sobrevendido em Ibovespa futuro, é difícil reverter esse quadro", comentou um profissional da mesa de renda variável.

Pedro Galdi, da SLW, acredita também que houve um movimento de realização de lucros, enquanto um operador lembrou que o exercício de opções sobre ações na segunda-feira, 20, pode estar influenciando negativamente o pregão.

No exterior, Dow Jones, S&P e a bolsa alemã fecharam em patamares recordes. Foram bons o índice de confiança das pequenas empresas dos EUA, da Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB), que subiu para 92,1 em abril, de 89,5 em março, superando a previsão dos economistas de alta para 91,0 e também a produção industrial da zona do euro, que cresceu 1,0% em março ante fevereiro, superando a previsão de alta de 0,4%.

O Dow Jones fechou com ganho de 0,82%, aos 15.215,25 pontos, o S&P avançou 1,01%, aos 1.650,34 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,69%, aos 3.462,61 pontos.

No Brasil, Vale caiu 1,94% na ON e 2,36% na PNA. Petrobrás ON avançou 0,27% e a PN subiu 0,83%. OGX também fechou em alta, de 5,39%. Um profissional comentou que, depois de a bolsa ter elevado para 45% o total do free float liberado para aluguel de ações, há um temor do mercado de que esse porcentual seria diminuído. "Assim, há alguns investidores reduzindo sua posição alugada (o que contribui para a alta do papel)", explicou.

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