Bovespa sobe, mas recuperação deve ser curta

Busca por pechinchas deve atingir praticamente todos os setores afetados por incertezas no cenário global

Olívia Bulla, da Agência Estado,

19 de julho de 2011 | 10h05

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta, num dia de recuperação para os mercados globais. Depois de fechar ontem nos 58 mil pontos, o menor nível desde maio do ano passado, a Bolsa deve obter hoje uma recuperação limitada por resistências antes da casa dos 60 mil pontos. Mesmo assim, a busca por pechinchas deve atingir praticamente todos os setores, que foram duramente afetados por incertezas nos cenários do Brasil e do mercado internacional. Às 10h06, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,71%, aos 59.255 pontos.

O ambiente internacional está menos hostil nesta manhã, já que a temporada de balanços nos Estados Unidos trouxe certo alívio aos negócios em Wall Street, após os resultados de IBM, Bank of America, Goldman Sachs, entre outros.

O número de novas construções residenciais nos EUA subiu 14,6% em junho ante maio, para o patamar anual sazonalmente ajustado mais elevado em cinco meses. A previsão era de alta de 2%. Já o número de novas permissões para a construção de imóveis residenciais novos subiu 2,5%, no mesmo período, para a média anual mais elevada desde dezembro.

Ainda assim, os riscos de default (moratória) nos EUA e na Europa reduzem o ímpeto dos negócios mundo afora, à medida que os investidores aguardam a reunião de cúpula dos países da zona do euro, na quinta-feira, e um acordo no Congresso sobre o teto da dívida norte-americana.

Hoje, a Câmara dos Representantes nos EUA deve votar um projeto de lei do Partido Republicano que eleva o limite de endividamento do governo Obama em US$ 2,4 trilhões e adota medidas para cortar gastos na mesma proporção. Do outro lado do Atlântico, o otimismo foi renovado após declarações do membro do conselho diretor do Banco Central Europeu (BCE) Ewald Nowotny que, apesar de ter recuado no que disse, deu sinais de que a autoridade monetária pode aceitar algumas ideias para solucionar a crise de dívida da Grécia, incluindo a de um "default seletivo".

No Brasil, a Bolsa deve enfim interromper uma sequência de três quedas consecutivas - em julho, o Ibovespa subiu em apenas três de um total de 12 sessões. Mas a equipe de analistas da UM Investimentos avalia, em relatório, que o índice à vista continua em tendência de baixa no curto e médio prazos, com topos e fundos descendentes. "Caso ocorra um repique, apenas a superação da marca de 65 mil pontos irá desconfigurar essa tendência negativa."

Tudo o que sabemos sobre:
BolsaBovespaaberturarecuperação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.