Bovespa sobe, mas sem fôlego

Às 12h25, o Ibovespa registrava alta de 0,23%, aos 67.842 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

18 de fevereiro de 2011 | 13h10

Após operar sem sinal definido na primeira hora do pregão, a Bovespa firmou-se no campo positivo, mas ainda sem grande fôlego. Brasil Foods, credenciadoras de cartões e empresas de construção são destaque de alta, enquanto Usiminas ON lidera as quedas.

Às 12h25, o Ibovespa registrava alta de 0,23%, aos 67.842 pontos, após ter alcançado a máxima de 67.917 pontos (+0,34%) e a mínima de 67.386 pontos (-0,44%). O giro financeiro era de R$ 1,13 bilhão, com previsão para alcançar R$ 5,78 bilhões no encerramento do pregão.

Brasil Foods sobe 2,37% entre maiores altas do Ibovespa após notícias veiculadas na imprensa nacional de que o megainvestidor Warren Buffett comprou ações da empresa. "Há um fluxo de estrangeiros no papel", destaca o analista de investimentos da Magliano, Henrique Kleine.

O analista lembra ainda que a empresa vem mostrando recuperação e uma melhora no perfil de endividamento, o que deve trazer resultados acima do esperado pelo mercado no médio e longo prazo e ajuda a puxar o papel.

As credenciadoras de cartão Cielo (+3,04%) e Redecard (+2,68%) encabeçam a lista de maiores altas do Ibovespa, dando sequência ao movimento de valorização dos últimos dias. Além da mudança na presidência da Redecard, que beneficiou os papéis, analistas destacam o fluxo de estrangeiros nesses papéis, que estavam bastante depreciados.

BM&FBovespa, que abriu o dia em queda, agora sobe 0,76%. Segundo operadores, a melhora deve-se a uma conjunção de fatores, como uma breve recuperação da queda dos últimos dias, além da confirmação de que a Bolsa brasileira firmou parceira com a Bolsa de Xangai. Além disso, a empresa divulgou ontem que encerrou o quarto trimestre de 2010 com lucro líquido societário de R$ 261,5 milhões, alta de 18,8% ante igual período de 2009, e lucro ajustado de R$ 368 milhões (+16,7%).

As construtoras também estão entre as maiores altas do Ibovespa. Gafisa (+2,70%), PDG (+2,39%), Rossi (+2,30%), Cyrela (+1,76%) e MRV (+1,67%).

Usiminas

A lista de maiores perdas do índice é liderada por Usiminas ON, com recuo de 4,66%, enquanto a PNA sobe 1,67%. Investidores já vinham realizando lucros com os ganhos acumulados nas ações ordinárias, que chegaram a superar os 30% neste início de ano, reagindo à possibilidade de a CSN buscar elevar sua participação na companhia e à sua potencial entrada no bloco de controle.

Hoje a siderúrgica anunciou, no entanto, que o grupo de controladores que detém 53,7% da companhia acertou a renovação do acordo de acionistas, o que acaba com os planos da CSN em relação à concorrente. Analistas explica ainda que o spread entre as ações ON e PNA começa a passar por um ajuste após ter chegado perto de 40% recentemente.

Ainda no setor CSN avança 0,73%, Gerdau sobe 0,04% e Gerdau Metalúrgica cede 0,21%.

Vale e Petrobrás

Vale PNA recua 0,49% e ON cai 0,31%, em dia em que os metais básicos operam sem direção no exterior. Petrobrás PN cede 0,22% e ON registra alta de 0,16%. Operadores lembram que esses papéis sofrem influência do vencimento de opções sobre ações, na próxima segunda-feira.

(Texto atualizado às 12h25)

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