Bovespa sobe na abertura; ações da Vale são destaque

A Bolsa de Valores de São Paulo deve entrar numa fase mais especulativa até quarta-feira da próxima semana, dia de vencimento dos contratos de Ibovespa futuro de agosto negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Hoje, além desse efeito, os negócios devem se espelhar no noticiário corporativo, nos balanços do segundo trimestre e no mercado norte-americano, que está começando o dia tranqüilo. Às 10h25, a Bovespa operava em alta de 0,16% a 37.413 pontos. As ações da Vale do Rio Doce são destaque na abertura do pregão, após a companhia ter anunciado a oferta de compra da canadense Inco, líder na mineração de níquel. Segundo a agência Dow Jones, a oferta feita pela Vale teria sido de 17 bilhões de dólares canadenses (US$ 15,09 bilhões), calculada a partir de 86 dólares canadenses por ação. Com essa aquisição, a Vale diz, em fato relevante, que concorrerá para formação de uma das três maiores mineradoras diversificadas do mundo, com liderança no mercado global de minério de ferro, pelotas, níquel, bauxita, alumina, manganês e ferro ligas. A Bolsa também repercuti hoje o balanço positivo de Eletrobrás, cujas ações dispararam ontem mais de 6%, em parte por conta da expectativa com o resultado anunciado ontem à noite e também devido a rumores sobre a abertura de capital de Furnas. Eletrobrás lucrou R$ 462,3 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 612 milhões registrado em igual período do ano passado. No segundo semestre, o lucro atingiu R$ 320,4 milhões, ante prejuízo de R$ 36,4 milhões na primeira metade de 2005. Também ontem à noite, Comgás anunciou lucro líquido de R$ 107,663 milhões no segundo trimestre (+19,52%). Hoje, após o fechamento do pregão, Petrobras e Embraer divulgam balanço trimestral. Para Petrobras, analistas ouvidos pela AE esperam lucro líquido de R$ 7,2 bilhões, aumento de 47,5% sobre o mesmo período do ano passado. A expectativa média para o lucro líquido da Embraer no segundo trimestre é de R$ 205,5 milhões, aumento de 23% ante o ganho de R$ 167 milhões obtido no mesmo período de 2005. O cálculo considera as projeções de quatro corretoras, entre elas a Ágora, ABN Amro e Fator.

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