Bovespa sobe na abertura em ajuste ao mercado externo

A Bovespa está devendo uma alta forte. Por ter ficado fechada ontem, não pôde acompanhar a forte recuperação dos mercados internacionais, provocada pelo discurso ameno feito ontem pelo presidente do Fed (banco central dos EUA), Ben Bernanke, que pareceu menos preocupado do que em pronunciamentos anteriores em relação aos riscos inflacionários nos EUA. A fala de Bernanke levou a altas em torno de 2% nos principais índices de Nova York. E esta expectativa de uma sexta-feira positiva já transparece nos negócios eletrônicos. No GTS, o Ibovespa futuro abriu disparando mais de 4. O índice à vista abriu em alta, às 10 horas, e avançava 0,07% a 32.964 pontos. Caso a calmaria permaneça no exterior, é possível que a Bovespa tenha uma alta muito maior do que a registrada ontem pelas principais bolsas internacionais. Os ADRs de empresas brasileiras já registraram valorizações muito expressivas ontem em Wall Street. O índice Dow Jones Brazil Titans 20 fechou com valorização de 7,1%, em 17.173,41 pontos. O indicador inclui as 20 ações de empresas brasileiras de maior liquidez e capitalização de mercado negociadas na bolsa norte-americana. Vale lembrar que, desde meados de maio, quando a atual onda de volatilidade começou a se acentuar, a Bovespa, assim como as bolsas de outros países emergentes importantes, tem registrado quedas muito mais agudas do que as bolsas de Nova York. A queda acumulada da bolsa brasileira nos últimos trinta dias encerrados na quarta-feira era de 16,4%. No mesmo período, o Dow Jones, por exemplo, havia recuado pouco mais de 5%. Se perdeu mais no período de turbulência, é natural que agora o mercado brasileiro suba mais. Este comportamento mais volátil dos mercados emergentes, nas quedas e nas altas, também é bem exemplificado pela bolsa da Índia, que, depois de já ter disparado 6% ontem, hoje fechou com nova alta de 3,6%.

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