Bovespa sobe na abertura, mas clima é de cautela

Os primeiros sinais da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no começo da semana são positivos, na esteira do que acontece nas principais praças financeiras do mundo. O índice Ibovespa abriu em alta e avançava 0,96% às 10h18, a 35.851 pontos. Mas há dúvidas se o mercado vai conseguir sustentar essa recuperação. Tudo depende de Wall Street, onde a semana começa com agenda esvaziada, tendo como destaque a continuação da temporada de balanços do segundo trimestre. Após o fechamento, a Texas Instruments divulga resultado, cuja previsão é de lucro de US$ 0,46 por ação. A agenda da semana começa a esquentar na quarta-feira, com a divulgação nos EUA do livro bege - um sumário sobre as condições da economia americana. Na quinta, o foco das atenções será a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou na semana passada o juro em 0,50 pp, para 14,75% ao ano. Os investidores vão buscar na ata sinais sobre o ritmo de redução da taxa Selic daqui para a frente. A dúvida é se o BC vai manter esse padrão de corte de 0,50 pp ou se vai baixar para 0,25 pp. Na sexta, saem nos EUA o PIB do segundo trimestre, que tem potencial para influenciar as expectativas futuras em relação a trajetória dos juros e o apetite dos investidores em relação aos ativos de países emergentes. Embora seja um dado "passado", o PIB pode dar subsídios para os analistas medirem o fôlego da atividade norte-americana. Nesse meio, o mercado deverá ser influenciado pelo balanços nos EUA. Divulgam resultado no decorrer da semana 3M, Amazon.com, AT&T, Colgate Palmolive, McDonald's, Sun Microsystems, Boeing ,Kimberly-Clark, Aetna, Bristol-Myers Squibb, Bunge, DaimlerChrysler, Dow Chemical, Exxon, Raytheon, US Airways e Chevron entre outras. Aqui no Brasil, a safra de balanços ainda não está no auge, mas já começa a aquecer. Hoje a TIM Participações anunciou prejuízo de R$ 248,962 milhões no segundo trimestre, equivalente a uma redução de 25,3% sobre a perda de R$ 333,352 milhões de igual período de 2005. A receita líquida da companhia subiu 12%, para R$ 2,320 bilhões. Na semana, divulgam balanço a Natura, Telemar, Cosan entre outras. Nos EUA, a alta dos índices futuros de ações é atribuída as notícias corporativas e também à queda no preço do petróleo. O preço da commodity recuava ao redor de 0,50% na Nymex ante a expectativa de uma pausar no conflito no Líbano. Às 10 horas, o Nasdaq futuro subia 0,56% e o S&P 500 avançava 0,52%.

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