Bovespa sobe; rotina deve ser rompida com BB e CTEEP

O índice Ibovespa abriu em alta e marcava ganho de 1,28% às 10h16. Mas a expectativa com a decisão e o comunicado sobre juros do banco central americano (Fed), amanhã à tarde, mantém um quadro de indefinição na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O contraponto positivo do dia é dado pelo leilão de privatização da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica de São Paulo (CTEEP), na Bovespa, e pela estréia das ações do Banco do Brasil no Novo Mercado, após a bem-sucedida oferta secundária, que levantou R$ 1,976 bilhão. Cerca de 65% dos papéis ofertados ficaram com investidores estrangeiros. O leilão da CTEEP, realizado nos primeiros quinze minutos do pregão e vencido pela Isa (representada pelo Bradesco), e a negociação com as ações do Banco do Brasil devem inflar o movimento financeiro da Bolsa, que esta semana tem ficado abaixo de R$ 1,5 bilhão. Ontem, por causa do jogo do Brasil, que encurtou o pregão, o giro foi ainda menor, de R$ 1,18 bilhão, num dia em que a Bovespa, mais uma vez, ficou refém do mau humor externo e fechou em baixa de 0,74%. Especialistas ouvidos pela Agência Estado não acreditam que essa reunião do Fed, que deve elevar o juro em 0,25 ponto porcentual para 5,25% ao ano nos EUA, seja suficiente para remover as incertezas do mercado. "Os investidores vão esperar a ata do encontro, que sai na próxima semana", diz um analista. Ontem, os contratos de Fed Funds para agosto, negociados em Chicago, projetavam uma probabilidade de 84% de que a taxa de juro seja elevada para 5,5% na reunião seguinte do Fed, em 8 de agosto. Hoje, o foco das atenções no pregão doméstico é Transmissão Paulista, cujas ações subiam 6,86% às 10h13, refletindo a expectativa positiva com o leilão de privatização da empresa.

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