Bovespa sobe, tentando se acalmar com dados dos EUA

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta de 0,05%, aos 35.809 pontos, influenciada pela melhora de humor externa e reagindo principalmente aos dados revisados do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do terceiro trimestre, que vieram bons. Às 10h20, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, avançava 1,46%, aos 36.313,4 pontos. A taxa anualizada do PIB foi revista para 5,3%, um pouco abaixo do previsto, que era 5,8%. O índice trimestral de preços para os gastos com consumo pessoal (PCE, an sigla em inglês) subiu 2%, abaixo da estimativa de 3,5% e o resultado do quarto trimestre. Mas o PCE mais aguardado é o mensal, referente a abril, que sai amanhã. Porém essa aparente recuperação da bolsa paulista vai depender de como o mercado internacional vai se comportar ao longo do dia. Ainda falta sair mais um dado nos Estados Unidos, o de vendas de imóveis usados, às 11 horas. As bolsas em Wall Street também aceleraram os ganhos após o dado do PIB trimestral. O Nasdaq futuro subia 0,60% e o S&P +0,51%. O juro do título do Tesouro norte-americano de 10 anos se mantinha na faixa de 5% ao ano. Na Europa, as principais bolsas registram valorização de mais de 1%. Além da cena externa, os investidores vão continuar atentos ao mercado de juros, que ontem teve mais uma onda de stop loss (mecanismo no qual os investidores se desfazem de posições para evitar prejuízos maiores que os já registrados), por causa das pressão dos investidores estrangeiros que compraram NTN-B, títulos atrelados ao IPCA de vencimento mais longo. Hoje, o Tesouro fará novamente leilões simultâneos de compra e venda de NTN-B com objetivo de aliviar essa pressão. A Bovespa registrou saída líquida de capital externo de R$ 254,052 milhões no dia 22 de maio. Apenas entre os dias 12 e 22 de maio, R$ 2,321 bilhões deixaram o mercado brasileiro. A forte saída de capital ocorreu após a sinalização do Fed (o Banco Central dos EUA), em 10 de maio, de que o aperto monetário nos Estados Unidos deve continuar. O saldo acumulado em todo o mês de maio está negativo em R$ 1,161 bilhão.

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