Bovespa sustenta-se em terreno positivo

Às 12h23, o Ibovespa subia 0,75%, aos 63.313 pontos, depois de atingir a máxima de 63.607 pontos (+1,22%)

Fátima Laranjeira, da Agência Estado ,

19 de maio de 2011 | 12h53

A Bovespa conseguiu se firmar nesta manhã no terreno positivo, embora alguns papéis operem com volatilidade. Vale e OGX registram alta, mas os papéis da Petrobrás estão bastante voláteis, movimentando o Ibovespa para cima e para baixo durante esta manhã. PortX, que realiza amanhã sua oferta pública de aquisição de ações (OPA), lidera as perdas do Ibovespa, seguida por JBS, que continua a trajetória de queda observada ontem.

Às 12h23, o Ibovespa subia 0,75%, aos 63.313 pontos, depois de atingir a máxima de 63.607 pontos (+1,22%). A mínima do dia foi de 62.844 pontos (+0,01%). O giro, baixo, era de R$ 1,83 bilhões, com projeção para alcançar R$ 5,55 bilhões no encerramento. Nos Estados Unidos, as bolsas operam em queda, com o índice Dow Jones perdendo 0,06% e o S&P 500, -0,21%.

As ações da OGX sobem 2,42% hoje, depois de caírem ontem 0,13%, virando os ganhos no final do pregão. "No final do pregão de ontem, bateu uma aversão generalizada ao risco, o que pressionou o papel, que vinha bem, depois dos ganhos de anteontem", afirma Gustavo Coelho, analista da XP Investimento.

As ações da Petrobrás, no entanto, estão voláteis nesta manhã, com a PN registrando há pouco queda de 0,33%, e a ON, perda de 0,37%. "O petróleo está caindo hoje, mas as ações da estatal têm grande perspectiva de valorização no médio e longo prazo, apesar da notícia de que o mega-investidor George Soros teria vendido parte de suas ações da companhia", diz Alfredo Sequeira, gerente de mesa de investimentos pessoas física da Fator Corretora.

Coelho, da XP, destaca também a performance da Vale, que ganhava há pouco 1,80% na ação PNA e 1,37%, na ON. "A ação PNA voltou a superar o patamar dos R$ 43,70 hoje, mostrando que pode ter fôlego para atingir os R$ 45,00, recuperando as perdas recentes", afirma

O papel PN da Eletrobras também opera em alta de 1,69%, após o presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, afirmar ontem que a companhia planeja alcançar em 2015 um lucro líquido de R$ 7 bilhões, o equivalente a 10% do seu patrimônio líquido atual. Em 2010, o lucro da companhia foi de R$ 2,2 bilhões, o que corresponde a 3% do patrimônio hoje. De acordo com o executivo, contudo, o lucro recorrente de 2010 seria de R$ 3,5 bilhões, valor que não foi alcançado devido a uma série de perdas não recorrentes, no total de R$ 1,3 bilhão no exercício.

A meta revelada por Carvalho Neto faz parte do plano estratégico da companhia entre 2011 e 2015. O presidente da Eletrobras afirmou que para atingir essa diferença de R$ 3,5 bilhões no lucro até 2015, a companhia planeja ampliar suas receitas por meio de novos projetos em geração e transmissão e reduzir os custos de suas controladas.

Entre os destaques de alta da Bolsa hoje, aparecem ainda a B2W, subindo 3,45%, liderando as altas do Ibovespa. "A Lojas Americanas afirmou que voltaria a investir na B2W, o que está influenciando as cotações", diz Coelho, lembrando que em 3 de maio os papéis foram negociadas em maior baixa neste ano, aos R$ 21,03, frente aos R$ 24 de hoje.

Também Embraer sobe 2,72%, entre os maiores ganhos do índice. "A empresa vem andando bem, com aposta positiva no filão de aeronaves de médio porte e na aviação executiva e os investidores estrangeiros devem estar se posicionando neste papel", avalia Sequeira, da Fator.

Ainda entre as maiores altas do índice aparecem, Cielo (+2,43%), Redecard (+2,37%), Hypermarcas (+2,08%), Sabesp (1,96%) e Light (+1,90%)

PortX

Liderando as maiores quedas do Ibovespa estão as ações da PortX, que serão negociadas amanhã, às 15hs, em oferta pública de aquisição (OPA). Há pouco, o papel caía 2,84%.

As ações da JBS figuram logo após da PortX entre as maiores perdas, com -2,37%, continuando a performance negativa de ontem, após a companhia ter anunciado um aumento de capital no valor de R$ 3,48 bilhões com a emissão privada de ações, incluindo a conversão das debêntures de primeira emissão em ações, que surpreendeu o mercado.

Estimativas do mercado apontam para uma diluição de quase 20% da base acionária da companhia, considerando o número atual de ações e o volume de papéis que deve ser emitido. No entanto, há dúvidas sobre o porcentual real de diluição, uma vez que os atuais acionistas da companhia terão preferência para a subscrição das novas ações, na proporção do número de papéis que possuem.

A ação PN da Ultrapar também cai 0,43%, após a companhia convocar assembleia geral extraordinária (AGE) de acionistas com o objetivo de votar a adesão da companhia ao Novo Mercado da Bovespa. Ontem as ações PN da empresa subiram 1,11% e figuraram por diversas vezes entre as maiores altas do Ibovespa. No mês passado, o conselho de administração já tinha aprovado a adesão. A AGE vai se realizar no dia 28 de junho e votará a conversão de todas as ações preferenciais da companhia em ordinárias, na proporção de 1 ação PN para 1 ON, entre outros temas.

Também entre as maiores quedas do Ibovespa aparecem Metalúrgica Gerdau (-1,06%), Cyrela (-0,72%), Gafisa (-0,71%), Natura (-0,69%), CCR (-0,67%) e Marfrig (-0,62%).

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