Ricardo Moraes/Reuters
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Dólar sobe pela 6º dia seguido e vai a R$ 4,07

No mercado de ações, a Bovespa registrou ganhos e subiu 2,31%, influenciada pelo exterior e razões domésticas

Claudia Violante, Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2016 | 13h07
Atualizado 16 Fevereiro 2016 | 18h46

O dólar emplacou nesta terça-feira, 16, a sexta sessão consecutiva de ganhos ante o real, sob influência do exterior e em meio à percepção negativa em relação à economia brasileira. A leitura era de que as dificuldades persistem e, por isso, não há motivos para cotações abaixo dos R$ 4,00. Como a moeda americana também teve ganhos firmes no exterior, com novo recuo do petróleo, o resultado foi uma alta de 1,83% do dólar à vista ante o real, aos R$ 4,0707. Em seis sessões, os ganhos acumulados são de 4,36%.

No mercado de ações, a Bovespa registrou sua terceira alta consecutiva, influenciada pelo exterior e por razões domésticas. Chegou a retomar o nível de 41 mil pontos durante a sessão, mas não sustentou até o final. Vale e siderúrgicas se destacaram entre as altas e Petrobras caiu. 

O Ibovespa fechou o pregão em alta de 2,13%, aos 40.947,70 pontos, maior nível desde 6 de janeiro (41.773,14 pontos). Na mínima, marcou 40.074 pontos (-0,05%) e, na máxima, 41.206 pontos (+2,78%). Em três sessões, subiu 4,14%. No mês, voltou a acumular valorização, de 1,34%, mas, em 2016, tem perdas de 5,54%.

Pela manhã, o impulso comprador veio da China, onde as bolsas tiveram forte ganho após novos dados mostrarem concessão recorde de crédito no setor bancário do país e também após nova injeção de capital pelo banco central chinês, o PBoC. 

A sessão de ganhos teve influência ainda da alta das bolsas norte-americanas, nesta volta do feriado do Dia dos Presidentes. Às 18h07, o Dow Jones avançava 1,15%, o S&P tinha ganho de 1,38%, e o Nasdaq subia 1,94%.

Como contraponto, o petróleo terminou a sessão em baixa, depois que o encontro entre produtores em Doha terminou sem agradar ao mercado. Os países participantes concordaram apenas em manter o volume de produção, sem aumentar, mas também sem diminuir. 

Na Nymex, o contrato do petróleo para março terminou em queda de 1,36%, a US$ 29,04 o barril, enquanto, em Londres, o contrato para abril caiu 3,62%, a US$ 32,18 o barril. 

Ações. Aqui, Petrobrás fechou em baixa de 2,18% na ON e de 1,77% da PN, com a venda principalmente por parte de estrangeiros, de olho ainda no exercício de Ibovespa futuro e opções sobre amanhã. Esse vencimento acabou trazendo fluxo estrangeiro aos negócios e sustentou a bolsa. 

Muitos dos investidores gringos compraram Bradesco PN (+3,58%) e Itaú Unibanco PN (+2,43%). Ainda no segmento financeiro, BB ON teve valorização de 1,98% e Santander unit subiu 2,06%. 

A perspectiva de manutenção e até mesmo corte da Selic este ano também deu sustentação aos negócios com ações na Bovespa hoje. 

Vale ON subiu 7,42% e Vale PNA, 6,03%. No setor siderúrgico, Usiminas (PNA, +8,89%, e ON, +10,96%) subiu puxada pela notícia de que uma de suas controladoras, o grupo Nippon Steel, pode participar de um eventual aumento de capital na siderúrgica brasileira.

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