Bovespa tem dia de volatilidade

Às 12h22, o Ibovespa subia 0,72%, aos 62.828 pontos

Fátima Laranjeira, da Agência Estado ,

20 de maio de 2011 | 12h54

A Bolsa opera com volatilidade nesta manhã, sem direção em função da falta de novidades internas e no exterior. As blue chips Vale e Petrobrás puxaram o Ibovespa para os campos positivo e negativo e há pouco subiam, com o mercado aguardando a entrevista coletiva do novo presidente da mineradora, que começou há instantes, e o eventual anúncio do plano de negócios da estatal de petróleo para o período 2011-2015. As ações da CSN caem, após a empresa informar a compra de ativos do grupo espanhol AG.

Às 12h22, o Ibovespa subia 0,72%, aos 62.828 pontos, depois de atingir a máxima de 62.775 pontos (+0,6%). A mínima do dia foi de 62.086 pontos (-0,4%). O giro era de R$ 2,17 bilhões, com projeção para alcançar R$ 6,7 bilhões no encerramento. Nos Estados Unidos, as bolsas caem, com o índice Dow Jones perdendo 0,71% e o S&P 500, -0,70%.

Há pouco, as ações da Vale subiam 0,55% (PNA) e 0,06% (ON). Já Petrobrás subia 0,97% (PN) e 1,09% (ON), enquanto o preço do petróleo recuava 1% na Nymex eletrônica, cotado Aso US$ 97,46.

"O mercado está de olho no que o novo presidente da Vale irá falar hoje, tentando avaliar como será sua gestão, se haverá ou não grande interferência do governo", afirma o operador de mesa da Um Investimentos Paulo Hegg, lembrando que há também grande expectativa com a divulgação do plano de investimentos da Petrobrás, que pode ser analisado pelo conselho de administração da companhia ainda hoje.

Já na opinião da sócia-gestora da Investport, Mirella Rappaport, o mercado terá de esperar um pouco mais para avaliar a nova gestão no dia-a-dia da empresa: "Acreditamos que os resultados da empresa do segundo trimestre devem ser bons em função do preço do minério, embora ainda paire a dúvida sobre o quanto a desaceleração da China pode impactar a empresa", diz. "Isto, porém já está precificado nas ações, que estão bem atraentes", completa.

A falta de notícias internas ou externas dá o tom do dia, para o analista-chefe da XP Investimento, Rossano Oltramari, com a bolsa brigando fortemente no campo dos 62 mil pontos. "A única notícia mais importante do dia foi que o IPCA-15 veio melhor do que as previsões", diz, se referindo à desaceleração do indicador, que subiu 0,70% em maio, após uma alta de 0,77% em abril. "Além disso, os investidores estrangeiros estão atuando fortemente na ponta vendedora do índice futuro", afirma.

Já os papéis da OGX caem 0,62%. "Na semana a valorização é de 1,20%, porque houve uma elevação grande no início da semana, mas depois a ação foi caindo", lembra Paulo Hegg.

Siderúrgicas

As siderúrgicas também caem. A CSN opera em queda de 1,62%, entre as maiores do Ibovespa, após a empresa anunciar ontem à noite que fechou a compra de uma cimenteira e produtoras de aços longos do grupo espanhol Alfonso Gallardo (Grupo AG). A CSN anunciou que sua subsidiária integral CSN Steel, sediada na Espanha e que concentra ativos operacionais da companhia na Europa, formalizou ontem com o Grupo AG contrato de aquisição da totalidade das ações das empresas Cementos Balboa, Corrugados Azpeitia, e Corrugados Lasao, conforme memorando de entendimentos divulgado em dezembro. A compra inclui ainda a totalidade das ações das empresas Stahlwerk Thüringen GmbH e Gallardo Sections detidas pelo Grupo AG.

Gerdau também cai 0,62%. Hoje o Citigroup Investment Research atualizou suas estimativas para a companhia gaúcha após a oferta de ações e a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2011. Conforme o relatório assinado por Alex Hacking, analista de mineração e metais para a América Latina, o preço-alvo para a ação (GGBR4) caiu de R$ 32 para R$ 21, com 31% de potencial de alta.

Metalúrgica Gerdau perde 0,25%, Usiminas PNA (-0,93%) e ON (-1,04%), esta entre as principais perdas do principal índice da Bolsa.

Ainda entre as maiores quedas do Ibovespa estão LLX (-2,13%), Gol (-1,74%), Brasil Ecodiesel (-1,45%), Marfrig (-1,32%), JBS (-1,13%) e PDG (-1,12%).

Bradesco e Natura

Já Bradesco há pouco operava em ligeira alta (+0,13% na PN) depois de arrematar hoje pela manhã o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj). O banco terá de desembolsar quase R$ 1,904 bilhão pela instituição, já que além do lance, de R$ 1,025 bilhão, que representou ágio de 99,78%, o Bradesco vai ter que pagar o mesmo porcentual sobre os R$ 374 milhões da folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do governo do Estado.

Natura lidera os ganhos do Ibovespa, com + 2,07%, depois de alguns pregões de queda. "O papel sofreu um pouco nesta semana por causa da concorrente Hypermarcas, que caiu muito e o levou junto, mas é uma ação defensiva e volta a ganhar hoje", afirma Mirella, da Investport.

Ela destaca ainda, entre as maiores altas, outros papéis defensivos do setor elétrico e de teles. Entre as maiores altas do principal índice da Bolsa: BM&FBovespa (+1,63%), Oi (TNLP) PN (+1,49%), TNLP ON (+1,38%), Hypermarcas (+1,37%), Cyrela (+1,35%), Eletrobras PNB (1,27%) e Eletropaulo PN (+1,26%).

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