Bovespa tem dia de volatilidade

Às 15h30, o Ibovespa caía 0,36%, aos 62.117 pontos; dólar operava em queda de 0,51%, a R$ 1,561

Fátima Laranjeira, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 12h41

A Bovespa não se sustentou no terreno positivo e passou a operar com leve queda no final desta manhã, se descolando das bolsas norte-americanas. As ações das empresas de petróleo sobem, neste último dia do semestre. Também são destaque os papéis do Grupo Pão de Açúcar, que voltam a subir hoje, e da Mundial - Produtos de Consumo, com o terceiro maior giro da Bovespa.

Às 15h30, o Ibovespa caía 0,36%, aos 62.117 pontos; no mesmo horário, o dólar operava em queda de 0,51%, cotado a R$ 1,561. O giro financeiro somava R$ 3,3 bilhões, com previsão de atingir R$ 5,4 bilhões no fechamento. Em Wall Street, o Dow Jones avançava 1,02% e o S&P ganhava 0,83%.

A virada do mês e do semestre anima o mercado, que espera um volume melhor na Bovespa até o final do pregão: "É um dia de muitos ajustes, de troca de papéis principalmente pelos fundos de investimento, que mexem em suas carteiras. Com isso, e com a situação mais tranquila na Grécia, esperamos um movimento mais forte no final do pregão", diz um analista.

As ações da Petrobrás operam em alta, com a PN operando com ganho de 0,56% e a ON, de +0,85%. "As notícias de descobertas da empresa na Bacia de Santos e de que a BG duplicou suas estimativas de recursos em suas participações no pré-sal puxam o papel, que, além de tudo, está bastante barato", afirma um operador de uma grande corretora.

As ações de diversas grandes companhias de petróleo e gás que atuam na Bacia de Santos apresentam alta acentuada na Europa depois que o grupo britânico BG dobrou as estimativas de suas reservas e recursos na área.

Na terça-feira, a Petrobrás confirmou a descoberta de dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço de Gávea, que, segundo a estatal seria a principal descoberta realizada no pré-sal da Bacia de Campos.

Pão de Açúcar

As ações do Pão de Açúcar abriram o pregão desta quinta-feira em queda, mas viraram e passaram a operar com ganhos. Há pouco, o papel subia 1,17%, entre as maiores altas do Ibovespa. Ontem, registraram queda de 3,07%, devolvendo parte dos ganhos de 12% registrados um dia antes, após o anúncio da proposta de fusão com o Carrefour, na terça-feira.

Um operador chama atenção para o volume de ações alugadas da companhia, que evoluiu de 4,3 milhões no dia 28 para 6,0 milhões ontem. "É uma alta forte em apenas dois dias", afirma, lembrando que os investidores que alugam o papel passam a ter, por exemplo, direito de voto nas assembleias da empresa.

Hoje cedo, o Casino, sócio da empresa junto com a família Diniz, anunciou que elevou sua participação total no Pão de Açúcar para 43,1%, após comprar mais 16,1 milhões de ações preferenciais, equivalentes a 6,2% do capital. A empresa informa que a compra não muda o controle do Pão de Açúcar, que continua sendo exercido pela Wilkes (holding formada pelo Casino e família Diniz), conforme o acordo de acionistas de 2006. No dia 16 de junho, a varejista francesa já havia anunciado ampliação de sua fatia no Pão de Açúcar para 37%, depois de comprar mais 3,3% das ações da empresa brasileira no mercado.

Vale PNA opera em alta de 0,25% e ON (+0,37%). "Além das questões que cercam o setor de commodities, os papéis da mineradora não devem deslanchar enquanto não houver definições sobre a discussão dos royalties a serem cobrando pelo governo e se incidirão sobre o receita líquida e bruta", afirma Henrique Kleine, analista-chefe da Magliano Corretora.

(Texto atualizado às 15h38)

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