Bovespa tem forte queda e deve fechar maio no vermelho

A Bovespa opera em forte queda nesta tarde e caminha para registrar queda em maio, além de zerar os ganhos no ano. As perdas são lideradas pela Vale, mas Petrobras e bancos também registram retração acentuada. Os operadores parecem fazer jus ao ditado em inglês "sell in May and go away" (venda em maio e vá embora), que precede as férias de verão nos Estados Unidos, quando tradicionalmente os volumes de negociação diminuem.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

30 de maio de 2014 | 14h32

Às 14h25, o Ibovespa perdia 1,60%, aos 51.409,69 pontos. Em maio, a queda é de 0,42% e no ano o indicador acumula baixa de 0,19%. Vale ON tinha desvalorização de 2,76% e PN perdia 3,45%, enquanto Petrobras (ON -2,22% e PN -2,54%) e Itaú (-2,26%) também caíam. Além do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês ter caído 4,1% hoje e renovado a mínima em 20 meses, há grande expectativa com o PMI industrial oficial da China que sai no sábado à noite, lembrando que haverá feriado no país na segunda-feira, 2 de junho.

"A queda hoje já era esperada por causa da força das empresas ligadas a commodities no Ibovespa, mas o principal foi a Bolsa ter perdido o suporte nos 52 mil pontos, pois isso tira a Bovespa da trajetória de alta e agora entra numa área de indefinição de curto prazo", alerta o analista gráfico de uma corretora. Segundo o profissional, o próximo suporte do índice à vista se encontra no nível dos 50.700 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam em direções divergentes nesta sexta-feira, mas conseguiram registrar resultados positivos na semana e no acumulado do mês. No decorrer das últimas sessões, as principais bolsas europeias conseguiram firme valorização, diante da perspectiva de novos estímulos monetários na zona do euro, com a reunião do Banco Central Europeu (BCE) na próxima quinta-feira. O índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,08%, a 344,24 pontos, mas avançou 0,73% na semana e 1,88% no mês.

Entre os mercados de renda fixa, a nova presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, que assume o cargo neste domingo, disse que controlar a inflação é uma missão crucial para o banco central norte-americano. "Não podemos ter pleno emprego no longo prazo sem estabilidade de preços no longo prazo", disse. Mesmo assim, ela alertou que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) "tomará uma abordagem equilibrada para atingir suas metas obrigatórias".

Às 14h25, o yield da T-note de 10 anos subia a 2,464%, de 2,456% no fim da tarde de ontem. O DI para janeiro de 2015 marcava 10,85%, ante 10,86% no ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2017 registrava 11,68%, examente no ajuste da véspera. Já o dólar à vista no balcão subia 0,63%, a R$ 2,2390, e o dólar para julho avançava 0,67%, a R$ 2,2580.

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