Bovespa tem início de pregão volátil

Investidores estão atentos ao desempenho dos mercados internacionais, ao mesmo tempo em que o comportamento das ações de primeira linha pode gerar novo descolamento da Bolsa em relação ao exterior

Olívia Bulla, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 10h08

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, depois de ter perdido ontem o patamar dos 63 mil pontos. Os investidores locais estão atentos ao desempenho dos mercados internacionais, ao mesmo tempo em que o comportamento das blue chips (ações de primeira linha) pode gerar novo descolamento da Bolsa em relação ao exterior. Após atingir máxima de 63.980 pontos, às 10h49 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) cedia 0,04%, aos 63.648 pontos.

Enquanto a União Europeia (UE) busca uma definição para sanar a crise das dívidas soberanas nos países periféricos da região, o mercado internacional ensaia uma recuperação. No entanto, o ímpeto dos negócios é reduzido pela expectativa diante da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), que será divulgada às 15 horas (horário de Brasília), e pelos receios com a perspectiva econômica global.

No Brasil, a Bolsa deve ser beneficiada pela evolução mais positiva das commodities (matérias-primas) negociadas no mercado internacional, sugerindo uma manutenção da caça às pechinchas iniciada ontem. De todo modo, um abandono do Ibovespa da tendência de mercado de baixa (bear market) no curto e médio prazos passa pelo desempenho mais favorável das blue chips, capazes de estender o repique recente para além da resistência nos 64 mil pontos.

Sobre as ações com maior liquidez, vale destacar o comportamento de Petrobras, que vem ganhando robustez desde a divulgação do balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, na noite de sexta-feira, dia 13, surpreendendo as mais otimistas das previsões de analistas. O mercado segue acompanhando a possibilidade de a estatal petrolífera reduzir seu plano de investimentos por recomendação do seu principal acionista, o governo federal, a fim de ajudar no combate à inflação. A cifra a ser cortada pode chegar a US$ 35 bilhões, nos investimentos do plano estratégico até 2015.

Na opinião do estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, a notícia pode ser vista por dois lados opostos: de um lado, diminui o temor com a alavancagem da companhia e, por outro, reforça a percepção de ingerência do governo na estatal.

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