Bovespa tem leve alta na abertura após PIB dos Estados Unidos

Primeira revisão do PIB no segundo trimestre, que apontou alta de 1,7% , ficou acima da leitura preliminar

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

29 de agosto de 2012 | 10h26

O primeiro dado de relevância do dia, divulgado nesta quarta-feira nos Estados Unidos, veio positivo, mas os mercados continuam em compasso de espera pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no simpósio de Jackson Hole, na próxima sexta-feira. A primeira revisão do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no segundo trimestre, que apontou alta de 1,7% ante os três primeiros meses do ano, ficou acima da leitura preliminar de 1,5% e dentro do esperado pelos analistas. No Brasil, o Ibovespa abriu o dia em leve alta.

Às 10h06 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,04%, aos 58.431 pontos. Em Nova York, o S&P futuro tinha alta de 0,13%, enquanto o Nasdaq futuro subia 0,19%. Na Europa, onde os índices à vista operam desde cedo, Londres tinha queda de 0,25%, Paris recuava 0,30%, Madri tinha baixa de 0,20% e Frankfurt, na contramão, avançava 0,11%. Mais cedo, os índices europeus marcavam perdas maiores.

Operador ouvido pela Agência Estado afirmou que, apesar do resultado do PIB norte-americano, os investidores seguem à espera de Bernanke, que discursará na próxima sexta-feira. A expectativa é de que o presidente do Fed anuncie nova injeção de capital na economia norte-americana, o que traria mais recursos para os mercados de ações.

Na agenda do dia, além do PIB norte-americano, o mercado vai observar a divulgação do Livro Bege, nesta quarta-feira à tarde, com informações sobre o andamento da economia nos EUA. "Os números lá fora são importantes hoje", destacou outro operador. "Se não vier bom, pode sair o QE3 (nova injeção de liquidez no mercado), o que vai ser bom para a Bovespa." Antes disso saem números de vendas pendentes de imóveis em julho, também nos EUA.

No Brasil, os investidores monitoram também a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide no fim do dia o novo patamar para a Selic (a taxa básica de juros da economia). Profissionais lembram que uma Selic mais baixa torna o mercado de renda fixa menos atrativo, o que pode favorecer uma migração de recursos para a Bolsa. "O movimento não é imediato, mas pode haver migração com o tempo", afirmou um operador.

Entre as principais companhias cotadas em Bolsa, a Petrobras está no foco, após ganhar processo bilionário relacionado à Petroquisa. A notícia, positiva para a empresa, pode favorecer a alta dos papéis. Vale, por sua vez, segue pressionada.

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