Bovespa tem leve baixa e giro financeiro reduzido

Dados dos EUA, divulgados no final da manhã, mostraram sinais mistos, com redução dos pedidos de auxílio-desemprego e pedido de encomendas de bens duráveis abaixo do cenário

Luciana Collet, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2010 | 13h06

A Bovespa segue de lado nesta quinta-feira, antevéspera de Natal, com fluxo bem reduzido devido à proximidade das festas. Os dados dos EUA, divulgados no final da manhã, mostraram sinais mistos, com redução dos pedidos de auxílio-desemprego e pedido de encomendas de bens duráveis abaixo do cenário, o que colabora para que as bolsas norte-americanas apresentarem pouca força no início da sessão em Nova York.

"O mercado já vem operando na expectativa de melhora da economia norte-americana no ano que vem e essa situação pode mudar até o fim do dia", afirmou um profissional do mercado, para quem o Ibovespa pode encontrar fôlego para alcançar os 70 mil pontos até o final do ano, apesar do fluxo menor que deve ser observado nos próximos pregões.

Às 13h14, o principal índice da bolsa paulista registrava queda de 0,05%, aos 68.438 pontos, após ter alcançado a máxima de 68.500 pontos e mínima de 68.250 pontos (-0,32%). O giro financeiro era de R$ 1,22 bilhão, com projeção para somar apenas R$ 4 bilhões no encerramento da sessão. Em Nova York, Dow Jones avançava 0,12% e o S&P 500 cedia 0,08%.

Os negócios com os papéis da Laep impulsionavam o movimento, girando sozinhos R$ 103 milhões, à frente de Vale PNA. Investidores reagem ao anúncio de fusão entre a Bom Gosto e a LeitBom, subsidiária da Monticiano Participações, na qual a Laep possui participação. A operação dá origem à LBR, Lácteos Brasil S/A. Há pouco, o papel da empresa subia 10,84%, aos R$ 0,92.

A nova companhia, que se posiciona como a maior operação privada do setor de laticínios no Brasil, terá faturamento de R$ 3 bilhões e captação anual de mais de 2 bilhões de litros de leite, informou a assessoria da empresa em nota. A Monticiano terá 40,55% da nova empresa

Petrobrás PN subia 0,27% e a ação ON da estatal de petróleo ganhava 0,07%, enquanto o petróleo era negociado em leve alta de 0,18% na Nymex eletrônica, aos US$ 90,64 o barril. A empresa petrolífera do empresário Eike Batista, a OGX, cedia, 0,32%.

Vale PNA registrava queda de 0,34% e a ação ON da mineradora perdia 0,12%, em dia de queda dos metais na London Metal Exchange após os dados decepcionantes dos EUA.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN recuava 1,03% e Metalúrgica Gerdau PN cedia 0,73%; CSN ON caía 0,93%; Usiminas PNA desvalorizava-se 0,52%. Usiminas ON ia na contramão, com ganhos de 0,42%.

Ainda entre as produtoras de commodities, destaque para Fibria, que recuava 1,61%, entre as maiores baixas do Ibovespa, devolvendo parte dos ganhos registrados ontem, após o anúncio de venda de sua participação na Conpacel. A compradora dos ativos, Suzano, seguem em trajetória de queda, ainda que de menor força hoje. Há pouco o papel PNA cedia 0,20%.

Ainda no setor, Klabin PN cedia 1,37%, também entre as maiores baixas do índice.

Nessa lista figuravam ainda Brookfield ON (-1,62%); Vivo PN (-1,47%); Eletropaulo PN (-1,10%); Transmissão Paulista PN (-1,10%) e PortX ON (-1,08%).

Entre as maiores altas, destaque para as companhias aéreas. Gol PN liderava as altas, com ganhos de 2,53%. TAM PN, também no ranking, avançava 1,36%. Os papéis se recuperam das quedas superiores a 1,5% ontem, diante da iminência de greve no setor, após confirmada na manhã de hoje, a suspensão da paralisação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.